Espanha reafirma compromisso com meta da Otan e gastará 2% do PIB em defesa

Washington, 23 mar (EFE).- A ministra da Defesa da Espanha, María Dolores de Cospedal, reafirmou nesta quinta-feira o compromisso de país de gastar 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa antes de 2025, uma meta com a qual os demais membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e que os Estados Unidos insistem em acelerar a implantação.

"Falamos de conseguir esse compromisso de 2%. Obviamente, a política interna americana tem suas particularidades, mas a política espanhola também", indicou Cospedal em entrevista coletiva em Washington, depois de se reunir com o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis.

O presidente americano, Donald Trump, tem reitarado que os membros da Otan não cumprem o mínimo estipulado pela aliança e que devem elevar os gastos de defesa, já os EUA, segundo o republicano, fazem um esforço adicional.

Cospedal reconheceu que a Espanha investe menos de 1% do PIB no setor de defesa, o que transforma o país em um dos membros mais distantes da meta da Otan, apenas à frente de Luxemburgo. Cumprem a regra apenas EUA, Reino Unido, Grécia, Estônia e Polônia.

"Transferi a Mattis o compromisso espanhol de cumprir com essa porcentagem", afirmou a ministra da Defesa.

Em setembro de 2012, todos os membros da Otan se comprometeram a investir 2% de seus PIBs em defesa em uma década, um grupo ao qual podem se somar no próximo ano outros quatro países.

"Mattis me disse que está ciente do compromisso da Espanha e que ele é importante para a manutenção da Otan", disse Cospedal.

"Nós, além de um compromisso em termos quantitativos, temos um compromisso em termos qualitativos. Ou seja, a Espanha é um dos países da União Europeia que maior porcentagem das despesas em defesa dedica às missões internacionais", destacou a ministra.

A Espanha fornece tropas a missões de manutenção da paz no exterior, assim como à missão liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico (EI) no Iraque, onde recentemente o contigente espanhol cresceu em 150 soldados, totalizando 300. EFE