Teich acumulou recordes de casos e mortes como ministro da Saúde

Leandro Prazeres e Victor Farias
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O agora ex-ministro da Saúde, Nelson Teich

No dia em que o agora ex-ministro Nelson Teich pediu demissão do Ministério da Saúde, o número de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus no Brasil subiu para 218.223 e o total de mortes já chega a 14.817. Os dados foram divulgados na noite de ontem. No último balanço divulgado pelo governo, na quinta-feira desta semana, o total de infectados chegava a 202.918 e 13.993 mortes confirmadas.

De acordo com o balanço do ministério, foram notificados novos 15.305 casos da doença nas últimas 24 horas, o terceiro recorde seguido na semana. Em relação às mortes, foram registrados 824 novos óbitos de quinta para sexta-feira, mas que podem ter ocorrido em dias anteriores.

Em relação ao número de casos, o crescimento foi de 7,4%. Já em relação ao aumento no número de mortes, o crescimento foi de 5,8%.

Os cinco estados com o maior número de casos da Covid-19 são: São Paulo (58.378), Ceará (22.490), Rio de Janeiro (19.987), Amazonas (18.392) e Pernambuco (16.209).

Em relação ao número de mortes, os cinco estados com a maior quantidade de óbitos são: São Paulo (4.501), Rio de Janeiro (2.438), Ceará (1.476), Pernambuco (1.381) e Amazonas (1.331).

Quando o ministro Nelson Teich assumiu a pasta, a trajetória do novo coronavírus no Brasil já era ascendente. Na semana em que foi nomeado, o país registrava uma média de 2 mil casos da Covid-19 por dia.

Na semana de sua queda, menos de um mês depois, a média diária de novos casos já era de 10,4 mil. Em números absolutos, o Brasil tinha 33.759 casos da doença no dia em que Teich assumiu o cargo. Ontem, o país registrou 218.223 casos.

Em relação ao número de mortes, o crescimento também foi acelerado, colocando o país como o novo epicentro da doença no mundo. Na semana em que Teich assumiu o Ministério da Saúde, eram registrados, em média, 154 mortes por dia pela doença. Na semana de sua queda, essa média foi de 702 por dia, com um pico de 881 mortes registradas em apenas 24 horas.