Teich visita o Rio, defende cuidados básicos contra coronavírus e não responde a perguntas

JÚLIA BARBON
BRASILIA, DF, BRASIL, 30-04-2020, 17h00: Os ministros Nelson Teich (Saúde), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e Onyx Lorenzoni (Cidadania) durante a coletiva de imprensa sobre o combate ao Coronavírus, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ministro da Saúde, Nelson Teich, visitou o Rio de Janeiro nesta sexta-feira (8) e defendeu que se foque em cuidados mais básicos para que os pacientes com o novo coronavírus não precisem de leitos de UTI (unidade de terapia intensiva).

"Eu vi o que está sendo feito na parte de cuidado. Estratégias para tentar diminuir a gravidade da doença para a população. Evitar que as pessoas precisem tanto de terapia intensiva, isso vai diminuir a nossa necessidade de qualquer cuidado mais sofisticado", disse ele, após visitar o hospital de campanha da prefeitura no RioCentro, na Barra da Tijuca.

Teich, que é carioca, falou por menos de dois minutos com a imprensa e não abriu espaço para perguntas. Afirmou apenas que se tratava de "uma visita de trabalho" e que vai conversar com pessoas das três esferas da saúde (municipal, estadual e federal) para definir estratégias conjuntas.

O Rio tem a maior rede federal do país, com seis hospitais e três institutos. A única unidade federal definida como referência para a Covid-19, o Hospital de Bonsucesso, passa por uma série de problemas e até agora só abriu 35 dos 170 leitos previstos, por falta de equipamentos e profissionais que deveriam ser contratados pelo ministério.

O ministro estava ao lado do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e de deputados federais bolsonaristas como Luiz Lima (PSL-RJ), Doutor Luizinho (PP-RJ) e os deputados estaduais Alana Passos e Márcio Gualberto (PSL).

Ele teria uma reunião com o governador fluminense Wilson Witzel (PSC) nesta tarde no Palácio Guanabara, mas, como se atrasou, deve encontrá-lo diretamente no hospital de campanha que está sendo construído no Maracanã.

Nesta quinta (7), o estado do Rio de Janeiro registrou, pela primeira vez, mais mortes por coronavírus em 24 horas do que São Paulo.

O governador prometeu inaugurar dez hospitais de campanha em abril, mas até agora só abriu um, no Leblon (zona sul), e ainda assim com menos da metade das 200 vagas previstas. O estado do Rio já vive uma situação de colapso na saúde com mais de mil pessoas na fila por leitos de enfermaria ou UTI.