Telegram ignora acordo para reverter bloqueio e não inibe fake news

BRASÍLIA - O aplicativo de troca de mensagens Telegram conseguiu reverter, em 20 de março, uma ordem de bloqueio no Brasil ao se comprometer com uma série de medidas para evitar a propagação de fake news. Entre as promessas assumidas pela empresa estava o monitoramento dos cem canais mais populares no país. Uma análise feita pelo GLOBO, contudo, mostra que, mais de um mês depois, parte dessas contas que estão entre as mais acessadas no país continua a abrigar postagens com desinformações relacionadas às eleições, à vacina contra a Covid-19 e ao uso de máscara.

A plataforma também assinou um documento com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se comprometendo a adotar medidas para combater fake news eleitorais. Até hoje, porém, o acordo não foi concretizado, e a plataforma não apresentou à Corte o que de fato será feito.

Enquanto isso, a disputa eleitoral tem servido de combustível para impulsionar a disseminação de fake news na plataforma.

Na reportagem completa para assinantes do GLOBO, você entenderá quais canais seguem operando à margem do acordo firmado entre Telegram e TSE, e qual foi o alcance do compromisso assumido pela plataforma para evitar o bloqueio.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos