Telescópio James Webb, da NASA, tem menos memória que seu celular

Chip de menor capacidade foi escolhido devido aos desafios que o Webb enfrentará ao longo de 10 anos (NASA/ Getty Images)
Chip de menor capacidade foi escolhido devido aos desafios que o Webb enfrentará ao longo de 10 anos

(NASA/ Getty Images)

  • Telescópio James Webb tem menos espaço de memória do que muitos celulares;

  • Equipamento conta com apenas 68 GB;

  • Quantidade é suficiente para manter as imagens em resolução ultra-alta.

O telescópio James Webb, da NASA (agência espacial norte-americana), caiu nas graças do mundo todo após fazer fotos deslumbrantes de galáxias e nebulosas em detalhes nunca vistos. Entretanto, uma curiosidade chama a atenção: mesmo em pleno potencial, o equipamento possui menos espaço de memória do que o celular de muita gente.

Enquanto a Apple decidiu parar, aos poucos, com a fabricação de smartphones com menos de 128 GB, o famoso James Webb conta apenas com 68 GB de memória. As informações foram divulgadas em relatório pelo engenheiro da NASA, Michael Menzel, e outros especialistas.

Mas por que uma capacidade tão pequena se a missão encarada pelo telescópio é tão importante? A resposta para essa pergunta é simples. O Webb se encontra a 1,5 milhões de quilômetros da Terra, uma distância até então jamais imaginada, e enfrenta radiação e temperaturas altíssimas. Caso algum problema aconteça com ele, não seria possível enviar uma equipe para consertá-lo. Tendo isso em mente, foi necessário escolher um componente de armazenamento SSD (Unidade de Estado Sólido) que aguentasse o tranco ao longo dos 10 anos de jornada no espaço. Assim, o melhor chip para a missão foi o de menor capacidade.

É suficiente?

O cartão de 68 GB é o bastante para manter o telescópio funcionando e preservar as imagens em resolução ultra-alta. Até porque nem todo o espaço é usado para armazenar as fotos; 3% são dedicados a dados de engenharia e telemetria.

Como o tempo de duração da missão reduzirá a capacidade do SSD para 60 GB, segundo as estimativas, o telescópio frequentemente envia dados de volta à Terra por meio de uma banda Ka, frequência de comunicação via satélite que permite a transmissão de informações. Graças a isso, o Webb está sempre liberando mais memória.

Vale destacar que, a cada dia, um total de 57 GB de dados são produzidos e enviados ao planeta. A quantidade é consideravelmente maior do que 1 ou 2 GB que o Hubble, antecessor do Webb, era capaz de mandar.

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