“Tem aglomeração do bem agora?”, ironiza Mourão sobre manifestações contra Bolsonaro

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Brazil's President Jair Bolsonaro, left, smiles next to Vice President Hamilton Mourao, during a bill signing ceremony that creates credit for small enterprises, at the Planalto Presidential Palace, in Brasilia, Brazil, Wednesday, April 24, 2019. (AP Photo/Eraldo Peres)
Durante o discurso, Mourão também relativizou os pedidos de impeachment de Bolsonaro nas ruas. Segundo o vice-presidente, “impeachment virou moda no Brasil” (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)
  • O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) ironizou, nesta segunda-feira (31), as manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizadas em todo o país no sábado

  • Durante o discurso, Mourão também relativizou os pedidos de impeachment de Bolsonaro nas ruas. Segundo o vice-presidente, “impeachment virou moda no Brasil”

  • No último fim de semana, atos liderados por partidos e organizações de esquerda mobilizaram milhares manifestantes em pelo menos 24 estados e no Distrito Federal

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) ironizou, nesta segunda-feira (31), as manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizadas em todo o país, no último fim de semana. Questionado, Mourão indagou: "Tem aglomeração do bem agora?". 

“A gente sabe que tem oposição. Tem um núcleo duro aí que não gosta do nosso governo. Agora, foi aglomeração, né? Tem aglomeração do bem agora? Não tem! Distanciamento nenhum ali”, disse o general, na chegada ao Palácio do Planalto.

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Durante o discurso, Mourão também relativizou os pedidos de impeachment de Bolsonaro nas ruas. Segundo o vice-presidente, “impeachment virou moda no Brasil”.

"Aqui no Brasil, essa questão de impeachment virou moda. Desde o fim do período de presidentes militares, não teve nenhum presidente que não tivesse passado sob ameaça de impeachment. O presidente Sarney sofreu as ameaças, o próprio Fernando Henrique, o presidente Lula”, avaliou.

“Terminar o governo, vamos para um processo eleitoral. Se a maioria da população quiser uma mudança, ela vota pela mudança. Assim que funciona”, finalizou.

SAO PAULO, BRAZIL - MAY 29: Demonstrators gather during a protest against the government's Covid-19 response, on Avenida Paulista in Sao Paulo, Brazil, on Saturday, May 29, 2021. The severity of Covid in Brazil, with 16 million cases and 450,000 lives lost, has often been attributed to the administration of President Jair Bolsonaro, who still wades unvaccinated and maskless into crowds. (Photo by Cristina Szucinski/Anadolu Agency via Getty Images)
Na presidência da Câmara dos Deputados há menos de três meses, o líder do centrão, Arthur Lira (PP-AL), já recebeu 50 novos pedidos de impeachment contra Bolsonaro — cerca de uma peça a cada um dia e meio (Foto: Cristina Szucinski/Anadolu Agency via Getty Images)

Impeachment do Bolsonaro

Se no último sábado, as ruas brasileiras registraram diversas manifestações e pedidos de "fora Bolsonaro", na Cârama dos Deputados há diversos pedidos de impeachment formalizados contra o presidente.

Na presidência da Câmara dos Deputados há menos de três meses, o líder do centrão, Arthur Lira (PP-AL), já recebeu 50 novos pedidos de impeachment contra Bolsonaro — cerca de uma peça a cada um dia e meio.

Houve um expressivo ganho de ritmo em comparação com a gestão do ex-presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tinha uma média de uma ação nova a cada 11 dias — foram 66 ao todo.

Manifestações em pelo menos 24 estados 

Atos liderados por partidos e organizações de esquerda mobilizaram milhares manifestantes em pelo menos 24 estados e no Distrito Federal. Protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a favor da CPI da Covid estavam previstos em 85 cidades brasileiras e também foram registrados em capitais da Europa, como Berlim e Londres.Protestos contra o presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro

No Recife, o ato foi acompanhado de violência policial. A vereadora Liane Cirne (PT) foi agredida por PMs durante uma tentativa de proteger os manifestantes e foi acertada à queima-roupa com spray de pimenta. Em vídeo que circula nas redes sociais, ela chegou a cair desacordada no chão.

Em Brasília, um boneco gigante de Bolsonaro, com sangue nas mãos, foi erguido na manhã deste sábado. No Rio de Janeiro, uma manifestante levou um "seringão" em protesto a favor da vacinação, desprezada pelo governo federal na primeira onda da pandemia de coronavírus. A demora para a compra de imunizantes é um dos temas investigados pela CPI da Covid no Senado.

Manifestantes de salvador também protestaram contra o vice-presidente, Hamilton Mourão, contra os cortes nas universidades públicas e a reforma administrativa. Eles também pediram a volta do auxílio emergencial de R$ 600 e vacina para todos.

Em Belo Horizonte, opositores do governo levavam mensagens como "fora Bolsonaro genocida", "o governo é mais perigoso que o vírus", "comida no prato, vacina no braço", "menos cortes mais vacinas", "nem tiro, nem vírus, nem fome".

Em São Paulo, o protesto começou às 16h, na avenida Paulista. Mesmo com uma chuva bem no início, os manifestantes ocuparam por volta de quatro quadras da região.

Organizadores dos protestos orientaram os manifestantes a cumprirem o distanciamento social e utilizarem máscaras PFF2 (modelo mais eficaz para proteção contra o coronavírus). Entretanto, foi possível verificar aglomerações em muitas cidades. O Brasil se aproxima de 460 mil mortes pela Covid-19.

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