'Tem muita vela acesa no Palácio dos Bandeirantes para evitar que a gente vá para o segundo turno’, diz França após votar

Dimitrius Dantas
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SÃO PAULO - O ex-governador Marcio França, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSB, votou por volta das 10h30 na Escola Ludovina Peixoto, no Itaim Bibi. Acompanhado de sua esposa, Lúcia, e do candidatos a vice, o sindicalista Antônio Neto, França destacou sua experiência em contraponto ao candidato Guilherme Boulos e brincou que o governador João Dória estaria “acendendo velas” para que ele não fosse ao segundo turno.

França aparece na terceira colocação segundo as pesquisas divulgadas neste sábado pelo Datafolha e pelo Ibope. Ele está empatado tecnicamente em uma disputa acirrada pelo segundo turno com o candidato Guilherme Boulos, do PSOL, e o candidato Celso Russomanno, do Republicanos.

Após deixar a escola, Marcio França irá acompanhar o voto de Antonio Neto, candidato a vice na chapa. Ele acompanhará a apuração de sua casa, junto com a sua mulher.

França se apresentou na campanha como um contraponto ao governador João Doria, com quem disputou o governo do estado há dois anos. Na ocasião, ele venceu na capital por uma diferença de quase 1 milhão de votos, mas perdeu a disputa no resto do estado.

Ao deixar a escola, o candidato ironizou que o governo estadual estaria rezando para que ele não vá ao segundo turno. Nos cenários de segundo turno pesquisados por Ibope e Datafolha, França é o que aparece mais próximo de Bruno Covas.

— A disputa final será com o Bruno e aí abre essa nova etapa. Eles já sabem disso e estão torcendo todo dia. Eu soube que tem muita vela acesa no Palácio dos Bandeirantes para evitar que a gente vá para o segundo turno. Há uma força muito grande do Palácio, com razão, evitando que a gente vá para o segundo turno — disse o ex-governador.

O candidato afirmou que, num primeiro momento, o principal adversário na disputa pelo segundo turno é Guilherme Boulos. Mas França se mostrou confiante que conseguirá superá-lo com os votos da periferia, onde o candidato do PSOL tem demonstrado dificuldade.

França afirmou que as pesquisas internas da campanha tem mostrado ele na segunda colocação e um crescimento de Jilmar Tatto, do PT. O candidato lembrou ainda que, há dois anos, ele também aparecia na terceira colocação na véspera da eleição.

— Estávamos atrás do Paulo Skaf, algumas pesquisas colocavam até mais de 10 pontos atrás, e abriram as urnas e ficamos na frente do Paulo Skaf. Espero que isso se repita dessa vez — afirmou.

França reforçou ainda sua experiência na política. Segundo ele, os eleitores estão buscando políticos experimentados para lidar não apenas com a pandemia do novo coronavírus mas também com a repercussão econômica que, disse o candidato, virá em 2021.

— A gente vir votar com essa máscara, é muito esquisito, a voz fica diferente. Mas as pessoas percebem no olhar alguma coisa da sinceridade e essa coisa do tempo. São muitos anos de vida pública e as pessoas percebem. Na última eleição, queriam votar em outsiders. Nesta eleição, parece que querem votar em pessoas mais experientes