‘Tem que todo mundo compra fuzil, pô’: Bolsonaro retoma discurso armamentista

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Presidential candidate Jair Bolsonaro speaks to supporters during the National Social Liberal Party convention where he accepted the party's nomination in Rio de Janeiro, Brazil, Sunday, July 22, 2018. The far-right congressman is running in distant second to former President Luiz Inacio Lula da Silva, who is in jail, and promises to clean house ahead of October elections. (AP Photo/Leo Correa)
Foto: AP Photo/Leo Correa
  • Presidente diz que quem não quer se arma, não ‘encha o saco’

  • Ele garantiu que fez tudo que podia para flexibilizar porte de armas

  • Bolsonaro aproveitou para atacar governadores

Em conversa com apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a proferir seu discurso armamentista e disse que sabe que um fuzil custa caro, mas pede que quem não quer comprar a arma não "encha o saco" de quem quer.

"Tudo que pode fazer por decreto eu fiz, CRAF [Certificado de Registro de Arma de Fogo] está podendo comprar fuzil, CRAF que é fazendeiro compra fuzil, 762. Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Sei que custa caro, tem idiota, 'ah, tem que comprar feijão'. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar", afirmou.

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A conversa acontece antes do embarque de Bolsonaro para Goiás, onde deve realizar uma “motociata” nesta sexta-feira (27). Na ocasião, o presidente também comentou a alta da inflação, e afirmou que o índice não depende dele. Ele também chegou a dizer que sua vida está em risco enquanto ocupa a Presidência.

Bolsonaro aproveitou para culpar os governadores de estados pela alta do preço do gás e da gasolina, que chamou de “abusivos”.

"Temos problemas? Temos. Eu não quero inflação alta, mas tem coisa que não depende da gente", declarou o presidente.

No entanto, para especialistas, o preço do combustível está sendo afetado, dentre outros fatores, pela alta do câmbio, que ocorre, principalmente, pela crise política e a instabilidade gerada pelo governo de Bolsonaro.

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