Temendo derrota do voto impresso, presidente da comissão encerra sessão e indigna parlamentares

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  • Reunião da comissão do voto impresso foi encerrada repentinamente pelo presidente do colegiado

  • Deputados da base governista temiam que proposta fosse rejeitada

  • Análise do texto ficou para agosto após o recesso parlamentar

Após sucessivas quedas no sistema remoto e discussões entre os parlamentares, o presidente da comissão especial que analisa a proposta do voto impresso na Câmara, deputado Paulo Martins (PSC-PR), encerrou repentinamente a reunião do colegiado. A votação ficou para agosto. 

A sessão desta sexta-feira (16) foi aberta após 20 dos 34 deputados, que fazem parte da comissão, aprovarem a chamada auto-convocação. O objetivo era concluir a votação do parecer do deputado Filipe Barros (PSL-PR), que é o relator do texto. 

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Com receio de que a proposta fosse rejeitada, a base governista insistiu para que fosse retirada de pauta e, assim, a análise só seria retomada em agosto após o recesso parlamentar. Se o texto não tiver aval da comissão especial, não poderá seguir para análise do plenário.

Um requerimento para adiar a votação chegou a ser colocado em votação, mas não foi aprovado. Logo depois, o relator começou a falar sobre possíveis mudanças que poderia fazer em seu parecer, mas parlamentares de oposição alegaram que o tempo de fala dele não estava previsto no Regimento. 

Em função das falhas no sistema, os deputados falavam ao mesmo tempo e o presidente da comissão não era ouvido. Os parlamentares chegaram a questionar se o microfone do deputado Paulo Martins estava sem som.

Em determinado momento, porém, Martins anunciou que a reunião estava encerrada.

Na transmissão da Câmara, foi possível ouvir um deputado que disse que, de acordo com o Regimento, a presidência da comissão poderia ser assumida por outro parlamentar e tentou retomar a reunião, mas a sessão não continuou.

Parlamentares de oposição ficaram indignados após o fim da reunião e se manifestaram nas redes sociais. 

"A extrema-direita fez uma molecagem sem tamanho. De forma ilegal, o presidente da comissão encerrou a sessão e desligou os sons. Medo da derrota iminente! Não ganham no voto e estão tentando no tapete. Não vamos deixar assim", disse a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RJ). 

"Golpe bolsonarista na Comissão Especial que quer acabar com o voto eletrônico. Depois de perder por 22x12 a retirada de pauta presidente encerrou a sessão. Derrota acachapante à vista, mas insistem em criar o álibi da intervenção militar de quem não aceita perder a eleição", afirmou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). 

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