Temendo perder, comitê racha e aliados receiam 'aloprada' de Bolsonaro na reta final

Brazil's President Jair Bolsonaro attends a ceremony at the National Justice Council in Brasilia, Brazil, August 30, 2022. REUTERS/Adriano Machado
Brazil's President Jair Bolsonaro attends a ceremony at the National Justice Council in Brasilia, Brazil, August 30, 2022. REUTERS/Adriano Machado

A pouco dias das eleições, o comitê de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) está preocupado com a distância entre o candidato e seu adversário do Partido dos Trabalhadores nas pesquisas eleitorais - Datafolha de ontem (22) mostrou crescimento de Lula para 47%. Diante do cenário, parte dos aliados temem que Bolsonaro 'alopre' na reta final, com ataque às urnas e fake news.

Outro lado, no entanto, defende essa estratégia radical, segundo apurou a colunista Andréia Sadi. Em entrevista, ele afirmou - e continua defendendo - que as Forças Armadas devem fiscalizar a sala cofre das urnas eletrônicas, além de sair em defesa do voto impresso mais uma vez.

"Entendo que a chance de desvio de corrupção diminui bastante, não zera, zeraria com o voto impresso, mas o voto impresso o senhor Barroso trabalhou dentro da Câmara contrário ao voto impresso. Mais uma interferência indevida de um integrante do STF dentro do Parlamento", disse Bolsonaro.

O medo da tática vem de aliados do centrão. A "estratégia é um 'tiro no pé", pois Bolsonaro perde votos e afasta indecisos sempre que provoca "tumulto" e adota "teorias conspiratórias".

O PT também tem a mesma avaliação dos moderados do QG de Bolsonaro: fake news e ataque a urnas farão parte dos discursos na reta final da campanha.

Lula amplia distância, mostra Datafolha

A nova pesquisa eleitoral 2022 feita pelo Instituto Datafolha, divulgada na noite desta quinta-feira (22), apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua distância na liderança da corrida eleitoral à presidência da República, passando a ter 47% das intenções de voto no 1º turno.

Já o atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), permaneceu no mesmo patamar anterior e segue com 33%. Ciro Gomes (PDT) caiu para 7 %, e Simone Tebet (MBD) se manteve com 5%.

Pesquisas eleitorais, como saber em quais posso confiar?

Em meio a essa diversidade de levantamentos existentes no Brasil, muitos eleitores não sabem em quais resultados acreditar.

No primeiro dia do ano passou a ser obrigatório (leia a resolução clicando aqui)o registro junto à Justiça Eleitoral de qualquer pesquisa pública relacionada às eleições para presidente e governador. Porém, se uma pesquisa está registrada não necessariamente significa que ela será confiável, isso porque não há nenhum tipo de fiscalização prévia sobre a metodologia desses levantamentos.

Atualmente, a confiabilidade das pesquisas é garantida no Brasil por meio da transparência. São algumas das informações que devem ser cadastradas junto à Justiça Eleitoral, tornando as pesquisas passíveis de contestação, caso qualquer irregularidade seja encontrada posteriormente:

  • Nome do contratante

  • Valor cobrado pela pesquisa

  • Origem dos recursos investidos

  • Metodologia

  • Período de realização

  • Sistema de fiscalização da coleta de dados

  • Tipo de questionário aplicado

Para identificar os atributos que mais merecem atenção nas pesquisas eleitorais, a reportagem do Yahoo! Notícias conversou com alguns especialistas no assunto e separou uma lista com os pontos mais importantes, confira aqui.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)