Temer e Cunha tramavam 'diariamente' queda de Dilma, diz Funaro

Charles Sholl/Futura Press

O doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador financeiro de políticos do PMDBdisse em delação premiada que o então vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tramavam “diariamente” a saída da presidente Dilma Rousseff.

A informação, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, está em um dos anexos da delação de Funaro, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nela, o doleiro descreve a relação com a cúpula do PMDB e nomeia “operadores” de Temer em supostos esquemas de corrupção.

Segundo Funaro, Cunha sempre foi o arrecadador de propinas para o chamado “quadrilhão” do PMDB, enquanto Temer atuava no núcleo político, viabilizando interesses de empresas que pagavam subornos ao grupo.

De acordo com o “Estadão”, o doleiro disse que a relação entre Cunha e Temer dependia do “momento político”.

“Na época do impeachment de Dilma Rousseff, eles confabulavam diariamente, tramando a aprovação do impeachment e, consequentemente, a assunção de Temer como presidente”, explicou o Funaro num dos trechos de seu acordo de delação.

Procurado pelo jornal, o Palácio do Planalto ainda não comentou as declarações do doleiro. Já a defesa de Cunha afirmou que não comentará os supostos termos de delação a enquanto o sigilo não for levantado.