Temer pede aos reis da Suécia "mais investimentos e negócios" no Brasil

Brasília, 6 abr (EFE).- O presidente Michel Temer se reuniu nesta quinta-feira com os reis da Suécia, Carl Gustaf XVI e Silvia, a quem pediu que renovem a confiança na economia brasileira e fomentem "mais negócios, mais investimentos e mais comércio" com o país.

Temer recebeu o casal real sueco para um almoço no Palácio do Itamaraty, sede da chancelaria em Brasília, no último ato oficial da visita que os monarcas realizaram ao país e iniciaram na segunda-feira passada em São Paulo.

Em um breve discurso, Temer mencionou o seminário que reuniu esta semana empresários de ambos países e disse que este permitiu "constatar o vigor" das relações entre os setores privados brasileiro e sueco e também "o entusiasmo dos investidores com as reformas" empreendidas por seu governo.

O presidente citou, entre outras, a reforma da previdência que tramita no Congresso e a outras medidas adotadas para tentar recuperar a economia brasileira, que após dois anos de uma profunda recessão, nos quais contraiu cerca de 8 pontos percentuais, começou a dar sinais de "recuperação".

Temer também avaliou a sociedade estratégica entre os dois países na área de Defesa e, especialmente, o acordo para o desenvolvimento conjunto do caça-bombardeiro sueco Gripen, do qual a Força Aérea do Brasil adquiriu 36 unidades, que serão montadas no país.

"Isso indica que devemos seguir em frente, com mais comércio, com mais investimentos, com mais negócios", declarou o governante.

Temer também lembrou os "valores comuns" que Brasil e Suécia compartilham, entre os quais se referiu à "defesa dos direitos das crianças", que "é um dever de Estado, mas também um esforço no qual se deve envolver a totalidade da sociedade".

O presidente elogiou, nesse sentido, a realização em São Paulo nesta semana de um fórum sobre esse assunto, promovido pela Unicef e pela World Childhood Foundation, fundada em 1999, entre outros, pela rainha Silvia, que participou das sessões junto com a primeira-dama Marcela Temer. EFE