Temer pede que Bolsonaro retire perdão dado a Daniel Silveira e presidente diz "não"

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Brazil's President Jair Bolsonaro speaks during a ceremony to hire the first doctors of the
Presidente respondeu "não" por meio de suas redes sociais. Foto: REUTERS/Adriano Machado.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu nas redes sociais ao pedido do ex-presidente Michel Temer para suspender o perdão dado ao deputado bolsonarista Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado a 8 anos e 9 meses pelo Supremo Tribunal Federal por estímulos antidemocráticos e ataques aos ministros do STF e ao pagamento de multa de R$200 mil.

Por meio de uma carta enviada ao presidente Michel Temer, que é doutor em Direito Público pela PUC-SP, escreveu que a decisão do atual presidente não foi tomada no tempo certo e o decreto só deveria ser editado após o caso transitar em julgado na justiça.

Ele ainda defende que Bolsonaro deveria revogar o decreto e dialogar com os outros poderes.“Somente depois disso, o presidente poderá, de acordo com a Constituição Federal, eventualmente, utilizar-se do instrumento da graça ou do indulto”, escreveu Temer, as informações são do portal G1.

Ainda de acordo com o ex-presidente “O ato poderá pacificar as relações institucionais e estabelecer um ambiente de tranquilidade na nossa sociedade” (...) “Neste entretempo poderá haver diálogo entre os poderes. O momento pede cautela, diálogo e espírito público”.

Bolsonaro respondeu a uma publicação de um jornal sobre a revogação com a resposta “não” e um emoji com sinal de positivo. O perfil do MDB Nacional reagiu com a publicação do presidente: “É lamentável que o atual presidente ignore o princípio fundamental da República que preza pela harmonia e a independência entre os poderes. O MDB defende mais equilíbrio e menos lacração”.

> Entenda o que é indulto da graça, concedido por Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira

Em 2021, depois de declarações inflamadas de Bolsonaro contra ministros do STF, o ex-presidente Michel Temer atuou como “conselheiro” para amenizar as críticas que foram ditas pelo atual presidente em um ato político no Dia da Independência (7), em São Paulo. Dois dias depois das falas o presidente falou que não teve a intenção de "agredir quaisquer poderes".

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