Temer prega 'pacificação', defende atos de Moraes e fala em 'autoritarismo'

Em evento com advogados em São Paulo nesta quarta-feira, o ex-presidente Michel Temer (MDB) saiu em defesa dos atos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes à frente do inquérito das fake news. O emedebista ainda falou em "autoritarismo" e afirmou que o país precisa de pacificação.

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Ao tratar do tema do ativismo judicial e sobre críticas de alguns segmentos contra o ministro Alexandre de Moraes por instaurar de ofício à investigação contra fake news do bolsonarismo, Temer concordou com o entendimento do ministro que conduz a apuração com mão de ferro.

O inquérito foi aberto em 2019 e exclui a participação do Ministério Público nas investigações. A investigação virou alvo de questionamentos da Procuradoria Geral da República, do governo Bolsonaro e de parlamentares no Congresso. A principal crítica é uma concentração excessiva de poder no Supremo Tribunal Federal (STF).

— Em caso de agressão e ameaças a ministros e à constituição, a lei permite (atos como o inquérito das fake news) — disse Temer ao discursar no Congresso Nacional das Sociedades dos Advogados.

Em seguida, ao se referir a tempos de autoritarismo, Temer ainda emendou em tom jocoso: "mais ou menos hoje".

O ex-presidente também criticou o que considera como excesso de personalismo na política brasileira. Para Temer, esse fenômeno está relacionado à falta de debate de programas e ideias e acentua a polarização da sociedade.

— Precisamos pacificar o país(...) Não pode haver agressão verbal. Perdemos o debate de ideias. As pessoas votam em personalidades. Um personalismo extraordinário que gera falta de paz e opõe brasileiro contra brasileiro — afirmou o ex-presidente.