Temer rebate Lula e diz que impeachment de Dilma foi 'golpe de sorte'

O ex-presidente Michel Temer (MDB) respondeu neste sábado o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o chamou de "golpista" na última noite durante debate na TV Globo. Em seu Twitter, Temer chamou o impeachment de Dilma Rousseff (PT) de "golpe de sorte" e afirmou que queda da petista foi vontade do povo.

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Temer ainda afirmou que a declaração de Lula deve lhe render a perda de votos em razão da "deselegância". Durante o próprio programa, ele afirmou ao GLOBO que o petista estava "descompensado".

A declaração de Lula se deu ao afirmar que o presidente Jair Bolsonaro (PL) havia recebido o governo de um golpista, referindo-se a Temer. O emedebista era vice de Dilma e, em 2015, após a reeleição, trabalhou nos bastidores para derrubá-la.

"Lamento a deselegância do candidato Lula ao chamar-me de golpista. Quem derrubou o governo petista foi o povo nas ruas e o Congresso Nacional. Na verdade, o que aconteceu no Brasil foi um “golpe de sorte”, pois recuperamos o país da maior recessão da sua história. Lula deverá perder preciosos votos daqueles que constataram a sua deselegância e inoportunidade política", escreveu Temer.

Mais cedo, no entanto, sua própria filha, Luciana Temer, publicou um vídeo nas redes sociais reiterando seu voto em Lula mesmo após a fala do petista durante o debate da Globo. Em vídeo publicado em seu Instagram, a advogada, que já ocupou a pasta de Secretária de Assistência e Desenvolvimento Social na cidade de São Paulo no governo de Fernando Haddad (PT), disse que a escolha dela não é sobre um homem, mas sim, um “modelo de sociedade” que não é possível com Bolsonaro na presidência.

“Muita gente está me perguntando se vou continuar defendendo um homem que chamou o meu pai de golpista em rede nacional. Quem me conhece sabe o quanto amo e admiro meu pai. Eu defendo um modelo de país e de sociedade, que não é possível, definitivamente, com um governante que desrespeita as instituições, que é favorável a crianças não frequentarem a escola, ao armamento das pessoas e que tem falas e atitudes machistas, racistas e homofóbicas” disse Luciana.