Temor de distúrbios sociais é abstrato e segurança pública está sob controle, diz Moro

THAIZA PAULUZE
***ARQUIVO***BRASILIA, DF, 31.03.2020 - Ministro da Justiça, Sergio Moro, durante coletiva de imprensa sobre as ações do governo no combate à Codi-19 em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou nesta segunda-feira (6) que o temor de que haja distúrbios sociais em meio à pandemia de coronavírus ainda é abstrato e que a segurança pública está sob controle no país.

"Saque, convulsão social, é um temor abstrato. Não existe nenhum indicativo concreto. Me parece que o problema está sendo equacionado pela [pasta da] economia", afirmou Moro sobre o plano do governo federal de pagar um auxílio aluguel a trabalhadores informais, o que vem sendo chamado de coronavoucher pelo Ministério da Economia.

Em São Paulo, após registrar ao menos três saques a supermercados em poucos dias, a cúpula da secretaria de Segurança Pública decidiu reforçar o policiamento preventivo das ruas da capital e região metropolitana com equipes especiais da Polícia Civil. Via de regra, o policiamento ostensivo é feito pela Polícia Militar. O estado também foi palco de uma sequência de motins e fugas em presídios.

Para o ministro, há normalidade. "No âmbito da justiça e segurança pública, a minha avaliação é que a situação está sob controle", disse ele durante uma transmissão ao vivo, via internet, promovida pela XP Investimentos.

Moro também comentou a resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) orientando os tribunais a aplicar medidas alternativas à prisão para detentos do grupo de risco para a covid-19. "Temos visto caso de presos perigosos sendo colocados em liberdade. Em linhas gerais, a recomendação está correta. Mas nesses casos de homicidas, latrocidas, presos parte de organização criminosa, [o juiz] pode negar [a liberdade]."

Segundo o ministro, no entanto, os crimes caíram em meio à quarentena em alguns estados. Ele não especificou quais lugares e quais delitos tiveram queda.

Questionado sobre qual orientação o governo deveria seguir em caso de demissão do titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ele disse não trabalhar com especulações e que sua pasta segue orientações técnicas.