Tempestade no último dia do ano frustra turistas no litoral de SP

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GUARUJÁ, SP, 31.12.2021 - Movimentos das praias e das estradas para as festas de ano novo. Nuvens de chuva na região de Santos a partir da praia das Pitangueiras. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
GUARUJÁ, SP, 31.12.2021 - Movimentos das praias e das estradas para as festas de ano novo. Nuvens de chuva na região de Santos a partir da praia das Pitangueiras. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

GUARUJÁ, SP (FOLHAPRESS) - O turista que procurou o Guarujá para se bronzear e se refrescar no mar no último dia do ano encontrou tempo abafado, com pouca abertura de sol pela manhã.

Por volta das 13h o céu escureceu, com uma tempestade seguida por trovões.

Enquanto alguns tentavam se divertir mesmo sob chuva, seja jogando frescobol, vôlei ou caminhada, não era difícil ouvir entre os banhistas a palavra "frustrante", para classificar o clima.

Apesar do tempo fechado, as praias de Enseada e Pitangueiras estavam cheias até o temporal chegar. Mesmo assim, foram poucas pessoas que arredaram o pé da praia, se mantendo sob o guarda-sol.

A grosso modo, não havia quem usasse máscara de proteção contra a Covid-19, mas era possível notar distanciamento entre os grupos.

"É frustrante. A gente esperava muito sol. A gente vem mesmo assim para passear na orla. Quando a chuva chegar a gente vai embora", disse a funcionária pública Nilda dos Santos, 67, enquanto olhava para o céu na praia Enseada.

Quem também procurava o sol eram os namorados João Victor Delfino, 17, e Ketlen Alexandrino, 16, que vieram de Jaú e Bariri, ambas cidades no interior de SP, respectivamente.

"Querendo ou não, a gente queria um sol para entrar na água e pegar um bronze", disse a jovem, enquanto contemplava a paisagem vista do mirante Morro da Campina.

Mesmo sob um tempo fora do comum para os padrões do verão, há quem encontrou diversão em meio aos pingos de água.

O casal Daniel Teixeira, 22, e Giovanna Favero, 21, relatou ser a primeira vez que foram à praia desde o início da pandemia. Moradores de Piracaia, no interior de São Paulo, eles jogavam frescobol em Pitangueiras quando conversaram com a reportagem.

"É estranho por não saber se uso ou não a máscara. Dá um pouco de fobia. Tento não ficar pensando muito. Não é esquecer [a pandemia], mas desencanar", disse a estudante.

Sobre a chuva, ambos disseram não se importar, já que conseguiam se divertir mesmo assim.

Entre o barulho de um trovão e outro e, enquanto cuidava das filhas que brincavam na água rasa na praia, a dona de casa Priscila Lopes, 46, também não se importou com a chuva. "Amo praia de qualquer jeito", disse a moradora da Mooca, zona leste de São Paulo.

"Na cidade da gente está chovendo muito. Estamos ganhando", disse a analista de TI Sandra Maria Carelli, 63, antes da chuva forte. Ela e a amiga, a analista de sistemas Ana Regina Lombardi, 63, vieram de Campinas. Sobre o medo do coronavírus, elas disseram fugir de aglomeração, além de estarem mais tranquilas após receberem a terceira dose da vacina.

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