Temporada 2023: Clubes mantêm aposta em técnicos estrangeiros; portugueses são maioria

Enquanto a CBF estuda a possibilidade de ter um técnico estrangeiro no comando da seleção brasileira com a saída de Tite, o futebol nacional mostra que já abraçou a causa. A próxima temporada começará com metade dos clubes da primeira divisão comandada por treinadores de fora do país. Ao todo são seis portugueses, dois argentinos e um uruguaio à frente de 10 times da Série A. O mais longevo deles é Abel Ferreira, que está no Palmeiras desde outubro de 2020.

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A diferença em relação à temporada de 2022 é mínima. Ano passado, levando em consideração as quatro equipes que foram rebaixadas à Série B (Avaí, Juventude, Atlético-GO e Ceará), 11 técnicos treinaram clubes da Série A ao longo do ano. Mas apenas cinco deles terminaram o Brasileiro no comando das equipes: Abel Ferreira (Palmeiras), Vítor Pereira (Corinthians), Luís Castro (Botafogo), Juan Pablo Vojvoda (Fortaleza) e António Oliveira (Cuiabá). Destes, Abel, Castro e Vojvoda continuam no mesmo time. Além do uruguaio Paulo Pezzolano, que levou o Cruzeiro ao título antecipado da Série B e permanecerá à frente da equipe na primeira divisão.

Os portugueses Vítor Pereira e António Oliveira seguem no futebol brasileiro, mas agora em equipes diferentes. O Flamengo foi atrás de mais um técnico português para tentar reviver o futebol encantador de Jorge Jesus, em 2019, que abriu a porteira para os estrangeiros. A tentativa do ano passado com Paulo Sousa não deu certo e o clube só se reencontrou com Dorival Júnior. Agora, a diretoria aposta no ex-treinador do Corinthians, que ainda está sob contrato com o clube paulista e só se apresenta em janeiro.

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António Oliveira manteve o Cuiabá na primeira divisão, mas não renovou seu contrato com o clube, que chamou outro português para o lugar: Ivo Vieira, de 46 anos, que estava no Gil Vicente, de Portugal, e assinou com o time mato-grossense até o fim de 2023. Já Oliveira será o treinador do Coritiba, que também esteve sob risco de rebaixamento até as últimas rodadas.

Outras quatro equipes também acreditam no trabalho estrangeiro para ir longe na temporada. O Bragantino, que demitiu Maurício Barbieri depois de dois anos, anunciou ainda em novembro a contratação de Pedro Caixinha, de 52 anos. O português terá sua primeira passagem pelo futebol brasileiro após treinar times do México, Arábia Saudita e Catar.

Após a passagem ligeira de Turco Mohammed no primeiro semestre de 2022, o Atlético-MG foi atrás de outro argentino novamente para substituir Cuca, que não renovou o contrato após o Brasileiro deste ano. A bola da vez será Eduardo Coudet, que treinou o Internacional em 2020 e foi demitido mês passado do Celta de Vigo, da Espanha, após duas temporadas.

De volta à Série A e agora com os recursos da SAF via Grupo City, o Bahia também correu atrás de um nome do exterior. Buscou o treinador Renato Paiva, cuja formação como técnico é no Benfica, onde treinou equipes da base, o time B e foi interino da equipe principal por alguns meses. Recentemente, trabalhou no Independiente del Valle, do Equador, e no León, do México.