Temporada de ipês atrai admiradores das árvores coloridas em Brasília

Roxo, amarelo, branco, verde e rosa: uma miríade cores costuma colorir as quadras de Brasília a partir desta época do ano. A temporada dos ipês, que vai de junho até setembro, já se tornou um símbolo da capital federal, seja num passeio pelos parques da cidade ou mesmo na rotina de quem anda apressado pelas vias. Ao pé das árvores, é comum ver pessoas com celular em mãos, tirando fotos em contraste com o céu azul, ou até mesmo para contemplar a beleza.

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É assim com a estudante de psicologia Melissa Silva de Souza e com a mãe dela, a pedagoga Andréa Márcia Soares Silva de Souza. A mudança de Mato Grosso do Sul para Brasília, há um ano, ganhou novas cores com a floração do ipê, à vista da janela do apartamento:

— Para nós, foi uma surpresa, porque nós não tínhamos esse contato direto com esse tipo de árvores. Quando vimos a primeira vez que ele se abriu todo aqui... Acordar logo cedo, abrir a cortina, tomar café-da-manhã ou da tarde e olhar foi muito emocionante — conta Andréa.

Segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), a capital federal tem 230 mil pés de ipê atualmente. Outros 40 mil devem ser plantados ainda neste ano, na época de chuva, em todas as regiões do Distrito Federal.

— A gente sai, tira foto... É legal porque não tem ipê só de uma cor. A gente fica muito impressionada — completa a filha.

O ipê-roxo é o primeiro a surgir, com flores que duram de 20 a 30 dias. A mesma árvore — cuja origem do nome vem do tupi-guarani e significa casca dura — pode florir até duas vezes no mesmo ano. Depois da floração do ipê roxo, vem a dos ipês-amarelos, em seguida dos brancos, depois verdes e, por fim, do ipê-rosa.

Em 1961, o ipê-amarelo chegou a ser declarado pelo então presidente Jânio Quadros como flor símbolo do Brasil.

Comuns na região Centro-Oeste, diferentes espécies podem ser encontradas em todo o Brasil. Enquanto as árvores são formadas por madeira nobre, as flores do ipê-amarelo já foram usadas como Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) para fazer saladas e até tempurá.

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