“Tendência é de manutenção das duas candidaturas”, diz Haddad sobre Marcio França

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Fernando Haddad afirmou que não deve abandonar candidatura ao govenro do estado, mesmo que Márcio França se mantenha (Foto: Horacio Villalobos - Corbis/Corbis via Getty Images)
Fernando Haddad afirmou que não deve abandonar candidatura ao govenro do estado, mesmo que Márcio França se mantenha (Foto: Horacio Villalobos - Corbis/Corbis via Getty Images)

Resumo da notícia

  • Fernando Haddad afirmou que tanto ele quanto Márcio França devem disputar governo do estado de SP

  • Ideia era costurar aliança como a nacional, com PT e PSB

  • Negociação não progrediram no estado e duas candidaturas devem permanecer

Pré-candidato ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP) declarou que a tendência é que as candidaturas dele e Márcio França (PSB-SP) sejam mantidas. O ex-prefeito confirmou que houve tentativas de negociação, mas não foram adiante, apesar da chapa entre Lula (PT) e Alckmin (PSDB).

“Eu acho que a tendencia é de manutenção das duas candidaturas. Essa é a tendencia, porque estamos desde agosto tentando negociar, e há todo um bastidor em torno dessa questão. Agora, eu respeito muito a candidatura do Márcio, nunca coloquei essa questão da retirada da candidatura dele. Você pode perguntar pra ele se em algum momento isso foi assunto entre nós, nunca foi”, declarou Fernando Haddad durante sabatina Uol/Folha.

Para Haddad, o PSB tem o direito de manter um candidato no maior colégio eleitoral do país, sem esconder a vontade de que fosse feita uma aliança. “Do ponto de vista simbólico, seria um luxo todo o campo progressista estar em torno de uma só candidatura”, afirmou.

Campanha nacional

Segundo o petista, o mais importante, no entanto, é saber que Márcio França apoie o ex-presidente Lula no primeiro turno da eleição, no cenário nacional. “É muito significativo e pouco valorizado na minha opinião. Desde 2010 o PSB e o PT não caminham juntos. O Márcio não me apoiou nem no segundo turno de 2018 e hoje está apoiando Lula no primeiro turno, isso deve ser celebrado.”

Favorito nas pesquisas eleitorais, Haddad negou que a candidatura de Márcio França o favoreça de alguma forma.

“Vejo muita gente dizer que a candidatura do Marcio me favorece. Eu não faço esse tipo de conta. Acho que, simbolicamente, teria um peso muito grande nós estarmos juntos. Política não é só cálculo eleitoral, tem a dimensão simbólica. Por isso fizemos um grande esforço para ter uma chapa representativa de uma aliança democrática, contra o bolsonarismo, contra esse governo protofascista, de extrema-direita que temos hoje, que envergonha o país, sob todos os aspectos. E estamos reunindo as forças democráticas ao redor da candidatura do Lula. E todos são bem-vindos.”

Haddad elogiou a atitude de Geraldo Alckmin de aceitar formar uma chapa com Lula e afirmou que o ex-governador é um exemplo do que deveria ser a luta pela democracia. “A democracia tem que vencer essa disputa. O Bolsonaro todo santo dia ameaça as pessoas, as instituições, os adversários, todo dia ele faz isso. E às vezes a gente fica normalizando isso”, declarou.

Questionado sobre como será a associação entre as campanhas dele e Lula, Haddad afirmou que há um alinhamento entre eles, mas os problemas de São Paulo e do Brasil não são todos iguais.

“Nós vamos trabalhar duas campanhas diferentes, porque os problemas que o Brasil enfrenta e São Paulo enfrenta tem muita coisa comum, mas tem alguma coisa diferente. Eu tenho que trabalhar com um plano de governo que atenda todas as regiões do estado de São Paulo.”

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