Tenente acusado de atirar em lutador já havia sido condenado por agressão em 2021

Carro da polícia (Foto: Getty Images)
Carro da polícia (Foto: Getty Images)

Henrique Otávio Oliveira Velozo, de 30 anos, tenente da Polícia Militar (PM), acusado de matar com um tiro na cabeça o campeão mundial de jiu-jitsu Leandro Lo, 33, em uma casa de show no bairro de Indianópolis, Zona Sul da capital paulista, na noite de sábado (6), tem uma condenação por agredir colegas de farda em 2017. A informação é

O tenente foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça Militar, em 13 de maio de 2021, a nove meses de prisão em regime aberto. De acordo com a sentença, ele desacatou e agrediu com socos o soldado da PM Flávio Alves Ferreira.

O episódio violento aconteceu às 4h20 do dia 27 de outubro de 2017. O tenente estava de folga e usando uniforme civil em uma balada na casa noturna The Week, na Lapa, zona oeste de São Paulo, com o primo e também soldado da Polícia Militar Iury Oliveira do Nascimento.

O militar comemorava o ingresso do primo na corporação. Iury foi agredido por sete rapazes e o tenente tentou defendê-lo. Ambos sofreram lesões. A Polícia Militar foi acionada. Flávio e o soldado Francisco foram os primeiros a chegar à casa noturna.

De acordo com depoimento de Flávio à Justiça Militar, o tenente Velozo estava nervoso, alterado e com odor alcoólico. Flávio disse ainda que tentou conversar com ele, no entanto, acabou levando um soco em um dos braços e outro de raspão na região do maxilar.

Reforços da Polícia Militar também foram para o local e mais uma vez o Tenente Velozo tentou dar chutes nos colegas de farda e desacatou um oficial. Pouco tempo depois, ele foi contido, desarmado e conduzido ao Hospital da Polícia Militar para ser submetido a exame de corpo de delito.

No entanto, em 15 de setembro de 2020, o Conselho Especial de Justiça absolveu Velozo das acusações de agressão e de ofensa à integridade ou saúde de outrem. Porém, foi condenado a seis meses por desacatar um oficial.

Apesar disso, o Ministério Público recorreu da decisão. No julgamento de maio do ano passado, Velozo acabou condenado em segunda instância pelos crimes de agressão a inferior (subordinado) e desacato ao oficial.

Morte do lutador

O tenente da Polícia Militar, Henrique Otávio Oliveira Velozo, de 30 anos, teria sido a pessoa que atirou na cabeça de Leandro Lo durante uma discussão em casa de show no bairro de Indianópolis, Zona Sul da capital paulista, na noite de sábado (6).

De acordo com Ivan Siqueira Júnior, advogado da família de Lo, o lutador teve uma discussão com o PM. Para acalmar a situação, o atleta imobilizou o homem que, após se afastar, sacou uma arma e atirou uma vez na cabeça do lutador.

Após o tiro, o advogado afirmou que o agressor ainda deu dois chutes em Leandro no chão e fugiu em seguida.

Uma testemunha, que pediu para não ser identificada, disse que o autor do tiro estava sozinho e provocou Lo e cinco amigos, que estavam numa mesa.

"Ele chegou, pegou uma garrafa de bebida da nossa mesa. O Lo apenas o imobilizou para acalmar. Ele deu quatro ou cinco passos e atirou".

O atleta foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Arthur Saboya, no Jabaquara, também na Zona Sul de SP.