“Tenho bipolaridade, sou uma inválida”, alega mulher que fez ataques homofóbicos em padaria de SP

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Mulher agride cliente de padaria em São Paulo com ofensas homofóbicas
Mulher agride cliente de padaria em São Paulo com ofensas homofóbicas

Lidiane Biezok, 45 anos, foi filmada na noite da última sexta-feira, 20, ofendendo funcionários e clientes de uma padaria no bairro da Pompeia, em São Paulo. Ela alegou que perdeu a cabeça e que, por ter bipolaridade, é inválida.

"Eu tenho bipolaridade. Chega uma hora que eu não aguento. Foi uma crise de bipolaridade. E ainda estou tendo crise. Minha mão não para de tremer. Eu sou inválida. Quando tem provocação, acabo perdendo a cabeça. Mas pedi desculpas. Falei coisas que não queria, que não sinto isso", disse Lidiane em entrevista ao portal UOL.

Ela ainda reclamou da padaria Dona Deôla, onde o caso ocorreu, e ameaçou processar o estabelecimento.

Em novas imagens divulgadas pela imprensa, Lidiane aparece brigando com funcionários, nos quais ela proferiu ofensas homofóbicas. Ela havia dito ao UOL que a confusão começou porque outros clientes a filmaram “por provocação”.

No entanto, as filmagens mostram que ela estava tratando mal os funcionários da padaria. Segundo os dois homens que postaram vídeos dela na internet, esse seria o motivo de terem filmado o comportamento dela.

Ao UOL, a coordenadora de marketing da Dona Deôla, Carolina Mirandez, relatou que era comum que Lidiane fosse ao estabelecimento e causasse problemas.

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“Sempre foi grosseira, mas nunca teve um problema tão grande. Ela estava exaltada, reclamando da comida e destratando funcionários. Ela disse que, se a comida não estivesse boa, ia arremessar. O supervisor tentou acalmar. O atendente nosso percebeu que ela estava se exaltando contra o supervisor, que é um senhor, e pediu para ela falar baixo. Ela virou e falou 'sai, seu viado' e uma série de palavrões. Então os clientes se levantaram e começaram a filmar”, relatou Carolina.

Os vídeos mostram que Lidiane agrediu um cliente, puxando o cabelo dele, e jogou coisas nele. Ela alega que foi agredida antes, quando ela estava sentada, mas Carolina nega. “Ela foi abordada por dois clientes, mas não teve agressão. Foi abordada, eles questionaram, disseram que ela não podia falar daquele jeito. Mas agressão não teve”, disse.

Lidiane justificou que “não aguentou” a situação por ser bipolar e alegou estar em crise. Ela se considera a maior vítima do caso e disse que não é preconceituosa.

Ela foi detida, mas foi liberada após a mãe comprovar que Lidiane tem transtornos psicológicos.