Tensão e violência entre israelenses e palestinos a poucas horas da chegada do chanceler dos EUA

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A tensão era flagrante nesta segunda-feira (24) em Jerusalém e na Cisjordânia, onde vários palestinos foram presos e houve um ataque a faca contra israelenses, horas antes da chegada do chefe da diplomacia dos Estados Unidos, que deseja consolidar o cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, chega à região nesta terça-feira. Ele se encontrará com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, quatro dias após a trégua entrar em vigor no enclave palestino.

Sua viagem também incluirá o Egito, mediador desse cessar-fogo, e a Jordânia, dois atores regionais importantes. O objetivo é "apoiar os esforços para consolidar o cessar-fogo", afirmou Blinken no Twitter nesta segunda.

Em nota, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que seu enviado irá tratar do "apoio inabalável [dos EUA] à segurança de Israel" e continuará "com os esforços para renovar as relações com os palestinos".

Mas apesar dos avanços diplomáticos, no território, as tensões persistem. Nesta segunda, um palestino de 17 anos feriu duas pessoas com uma faca, uma delas um soldado israelense, em Jerusalém. O agressor foi morto pelas forças de segurança israelenses.

O ataque ocorreu próximo a Sheikh Jarrah, um bairro palestino de Jerusalém Oriental, ocupado e posteriormente anexado por Israel, onde estouraram os conflitos que mais tarde levaram ao confronto sangrento entre Israel e o Hamas em Gaza no final de abril.

- Ajuda -

Milhares de pessoas protestaram em Jerusalém Oriental em apoio às famílias palestinas de Sheikh Jarrah ameaçadas de despejo em benefício de colonos israelenses. As tensões entre os palestinos e a polícia israelense se espalharam pela Esplanada das Mesquitas, lugar sagrado para os muçulmanos.

A partir de 10 de maio, acabaram causando os bombardeios israelenses contra Gaza, onde morreram 252 palestinos, 66 deles crianças, segundo autoridades locais. Nesta segunda, o braço armado do movimento islâmico Hamas, que governa Gaza, disse ter encontrado os corpos de quatro de seus combatentes em um túnel.

Em Israel, disparos de foguetes por Gaza mataram 12 pessoas, de acordo com a polícia.

Embora uma trégua frágil tenha sido estabelecida em Gaza, na Cisjordânia a tensão permanece. O exército israelense realizou inúmeras incursões e prendeu 43 pessoas, segundo uma organização palestina que lida com prisioneiros.

A polícia israelense afirma ter detido 1.550 palestinos nas últimas duas semanas.

O Egito continua a mediar para que este cessar-fogo seja mantido e uma delegação do Cairo está na Faixa para negociar com o Hamas. Além disso, o chefe da diplomacia egípcia, Sameh Shukry, será recebido pelo presidente palestino na terça-feira em Ramallah.

Israel, que impõe a Gaza um bloqueio severo há 15 anos, acusa o Hamas de desviar ajuda internacional para fins militares. Por isso, o governo pediu nesta segunda um "mecanismo" internacional que faça com que a assistência beneficie diretamente a população de Gaza, sem passar pelo movimento islâmico.

No sábado, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou sua intenção de dedicar uma ajuda financeira significativa para "reconstruir Gaza", mas sem dar ao Hamas "a oportunidade de recuperar seu sistema de armas".

Enquanto isso, em Gaza, a ajuda humanitária começa a chegar, mas é muito pequena em comparação com as necessidades e o nível de destruição causado pela última ofensiva.

De acordo com a ONU, pelo menos 6 mil pessoas perderam suas casas e mais de 800 mil não têm acesso a água potável na Faixa de Gaza.

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