Tensões aumentam após região separatista da Moldávia relatar ataques

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Presidente da Moldávia, Maia Sandu

Por Alexander Tanas

CHISINAU (Reuters) - A Ucrânia acusou Moscou nesta terça-feira de tentar arrastar a região separatista da Transnístria, na Moldávia, para o meio de sua guerra contra Kiev, após autoridades na região apoiada pelo governo russo dizerem que foram alvo de uma série de ataques.

Autoridades na Transnístria, uma faixa de território não-reconhecido na fronteira sudoeste da Ucrânia, disseram que as explosões danificaram duas torres de rádio que fazem transmissões em russo, e que uma de suas unidades militares havia sido atacada.

Sem oferecer muitos detalhes, as autoridades separatistas culparam a Ucrânia, elevando seu nível de ameaças terroristas para vermelho, e introduzindo pontos de checagem em torno de suas cidades.

"Os rastros desses ataques levam à Ucrânia", relatou a agência russa de notícias Tass, citando Vadim Krasnoselsky, o autoproclamado presidente da Transnístria, dizendo: "Eu suponho que aqueles que organizaram esse ataque têm o propósito de arrastar a Transnístria para o conflito".

A Reuters não conseguiu verificar de maneira independente os relatos de ataques.

O Kremlin, que tem tropas e mantenedores da paz na região, disse que está seriamente preocupado.

A Moldávia, que é sensível a qualquer sinal de deterioração da segurança no país, convocou uma reunião de emergência de seu conselho de segurança após os relatos.

"A partir das informações que temos nesse momento, essas tentativas de escalar a situação partem de facções dentro da região da Transnístria que são forças pró-guerra e estão interessadas em desestabilizar a situação na região", disse a presidente moldava, Maia Sandu, em entrevista coletiva.

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