Terceira dose da vacina impõe novos desafios: secretários querem fazer busca ativa do público-alvo e aplicação em casa

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A aplicação da terceira dose da vacina contra Covid-19, a partir de setembro, vai demandar estratégias de estados e municípios para evitar os altos índices de abandono vacinal. Diante do desafio, secretários pretendem realizar busca ativa do público-alvo da etapa de reforço e até mesmo recorrer a aplicações em domicílio para evitar ausências. Na última quarta-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que inciará no dia 15 de setembro a vacinação de reforço em idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos como parte do esforço de diminuir o impacto da disseminação da variante Delta. Os gestores pediram ao governo uma campanha robusta sobre o tema para impedir que a desinformação atrapalhe o processo. Ao EXTRA, o ministério respondeu que elabora material de comunicação sobre a etapa, mas não diss quando será divulgado.

A previsão é que cerca de 10,9 milhões de doses de reforço sejam distribuídas até novembro. Atualmente, o país tem cerca de 38 mil salas de vacinação, mas a ideia de secretários municipais de saúde não é apenas esperar que esse público se dirija a elas. O presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Willames Freire, conta que há receio de que pessoas na lista não compareçam aos postos:

— Já temos o mapeamento de quem foi vacinado com as duas primeiras doses. Será mais tranquilo buscar essas pessoas com maior facilidade do que no início. A ideia é estimular o público a procurar a unidade e, em paralelo, mapear os faltosos e ir com a equipe até essas residências.

Segundo o vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Nésio Trindade, que representa os gestores estaduais, uma das preocupações dos secretários é o fato de a vacinação ser heteróloga, ou seja, com imunizantes que podem ser diferentes das primeiras doses. A característica abre a possibilidade de que haja reação mais forte, aumentando as chances de notícias falsas:

— Por isso a transparência na comunicação será importante para impedir a disseminação de fake news.

A Anvisa informou ontem que solicitou ao Instituto Butantan informações sobre o andamento dos estudos relativos a doses de reforço ou revacinação da Coronavac. O mesmo pedido foi feito para a Fiocruz na quarta-feira e para a Janssen. O órgão também quer mais informações sobre a terceira dose da Pfizer. O objetivo é antecipar informações que permitam avaliar o cenário em torno da necessidade ou não de doses adicionais das vacinas em uso no Brasil.

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