Terceira dose: Estado de SP começa aplicação da dose adicional na quinta (18)

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A pregnant Brazilian woman, Fernanda de Assis, receives a dose of Pfizer/BioNTech coronavirus disease (COVID-19) vaccine in Sao Paulo, Brazil June 7, 2021. REUTERS/Carla Carniel
Qualquer paulista que tomou a segunda dose há mais de cinco meses poderá procurar um posto de saúde para receber a dose de reforço (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
  • No estado de SP, aplicação da dose adicional para qualquer adulto, vacinado há cinco meses, começa na quinta-feira (18)

  • Cerca de 710 mil pessoas já podem receber a terceira dose a partir de quinta

  • No estado, vacina aplicada será a que estiver disponível. Na capital, preferência é pela Pfizer

A partir da próxima quinta-feira (18), adultos poderão tomar a dose adicional da vacina contra a covid-19. Não haverá escalonamento por idades, assim, podem procurar os postos de saúde pessoas com mais de 18 que tenha tomado a segunda dose há cinco meses. 

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), parabenizou o Ministério da Saúde pela decisão. A expectativa é que 710 mil paulistas já possam ir aos postos de saúde na quinta-feira para receberem a dose de reforço. 

Apesar de o Ministério da Saúde ter afirmado que a terceira dose deve ser preferencialmente a Pfizer e uma vacina diferente da aplicada nas duas primeiras ocasiões, o estado de São Paulo aplicará "a vacina que estiver disponível". A capital paulista também anunciou que dará preferência ao uso da Pfizer

Segundo o Ministério da Saúde, estão contempladas pessoas que tomaram a CoronaVac, a Pfizer ou a AstraZeneca. Para os que tomaram a vacina da Janssen, é preciso tomar uma segunda dose, com intervalo mínimo de dois meses. Em São Paulo, cerca de um milhão de pessoas tomaram o imunizante, antes considerado de dose única. Mas, o estado ainda não tem doses para ofertar a segunda dose a estas pessoas. 

Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde, afirmou que é preciso esperar que o Ministério da Saúde repasse mais doses para, então, planificar a aplicação da segunda dose da Janssen. 

"Para que possamos realizar essa segunda dose - e a gente não usa para a Janssen a dose de reforço, porque o próprio fabricante colocou que, para a covid, especialmente para as variantes do vírus, eu preciso ter duas doses intervaladas em dois meses entre a primeira e a segunda, nós precisamos ter esse quantitativo de doses a ser ofertada pelo Ministério (da Saúde). Nós estamos aguardando, sim, para os próximos dias, para que nós possamos de forma adequada e responsável poder proceder a proteção, a imunização para essas pessoas", disse o secretário de Saúde. 

Também sobre a Janssen, Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização, afirmou que se criou um momento de dúvida. "A FDA ela diz: recomendo a segunda dose. Mas, o mundo inteiro ainda não está fazendo isso. Então, a gente ainda está aguardando uma nota do Ministério ada Saúde. E nós sabemos que até o dia de hoje não há, não chegou no território nacional a vacina da Janssen. Então, nós precisamos saber se para a Janssen, que à princípio era uma dose única, agora passou para uma segunda dose e também para uma dose de reforço, como o Ministério encaminhará isso, inclusive porque precisamos de mais imunizantes."

Antes, a dose de reforço só poderia ser aplicada em idosos com mais de 60 anos, profissionais de saúde e imunossuprimidos (estes, com intervalo de 28 dias após a segunda dose). Atualmente, o estado já aplicou 3,6 milhões de doses adicionais, mas mais de 6 milhões já poderiam ter recebido. 

Atraso na segunda dose

A coordenadora do Plano Estadual de Imunização, Regiane de Paula, chamou atenção para o atraso na segunda dose, em especial os adolescentes. 

No estado, o intervalo entre doses da Pfizer é de 21 dias, enquanto da CoronaVac é de 15 dias e o da AstraZeneca de 8 semanas. 

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