Tereza Cristina vira 'arma' de Bolsonaro para reverter aversão de mulheres na eleição

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Brazil's President Jair Bolsonaro gestures with Brazil's Agriculture Minister Tereza Cristina during the International Women's Day celebration, at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, March 8, 2022. REUTERS/Ueslei Marcelino
Jair Bolsonaro com sua ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina durante celebração no Palácio do Planalto em março de 2022. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Na bolsa de apostas para saber quem será o(a) candidato(a) a vice na chapa de Jair Bolsonaro à reeleição, crescem os palpites em torno da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina.

Até então, o general Braga Netto, seu ex-ministro da Defesa, era nome praticamente certo para o cargo. Com ele na linha de sucessão, Bolsonaro ganhava uma espécie de seguro anti-impeachment. Em caso de radicalização, o ex-capitão poderia dormir tranquilo: ninguém tentaria podá-lo diante do risco de ver na Presidência um outro militar linha-dura.

Tereza é o nome favorito no centrão. Nem só porque seria a opção mais palatável a Bolsonaro caso o Congresso resolvesse editar 2016 em um contexto de crise ou perda de apoio.

Mas porque, hoje, atrelar o destino ao barco de Bolsonaro é fracasso na certa.

Parte da base de apoio do presidente não está engajada apenas em reeleger o ex-capitão. Está preocupada também com sua própria eleição ou reeleição.

Muito do desempenho até aqui ruim de Bolsonaro nas pesquisas se deve à rejeição das mulheres.

No entorno do presidente alguém achou que seria uma boa ideia fazer a ponte com as eleitoras escalando a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, como estrela da campanha.

Ela desde então protagonizou mensagem de Dia das Mães, virou notícias ao se ajoelhar e despejar lágrimas de crocodilo em um encontro com a frente evangélica e jurou que o marido era “imbroxável” em uma entrevista chapa-branca da TV.

Num país de mães solos ou que as mulheres são as chefes de família, era inevitável que a reedição da primeira-dama “bela, recatada e do lar” criasse um pouco de tudo, menos identificação. Tanto que Michelle tem se recusado a participar das propagandas partidárias do PL, partido (por enquanto) da família Bolsonaro.

Na última pesquisa Datafolha, o ex-presidente Lula registrava 48% das intenções de voto no primeiro turno, contra 27% do atual mandatário. Entre as mulheres o petista dá um salto: 49% a 23%.

Mesmo com Michelle Bolsonaro já em campo.

Tereza Cristina entraria na chapa para fechar essa lacuna. Para isso, terá de abandonar os planos para se candidatar a senadora por seu estado, o Mato Grosso do Sul –a base da possível candidata do MDB ao Planalto, Simone Tebet.

Em sua passagem pelo governo, a então ministra sempre era citada como um dos raros quadros técnicos de uma gestão parasitada por alas radicais e ideológicas. Ela foi eleita pelo PSB e passou por MDB antes de migrar para o PP.

Não se sabe se sua presença na chapa poderá ou não quebrar a resistência de mulheres e eleitores moderados contra o ex-chefe.

Mas um setor certamente está, a essa hora, soltando champanhe. Ex-líder da bancada ruralista, Tereza Cristina chegou ao governo com o endosso dos 20 integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária. Tinha a seu favor a defesa de um projeto que flexibilizou o uso e o controle sobre agrotóxicos no país.

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