Termina interrogatório de Lula em processo da Lava Jato sobre sítio

Políticos do PT e militantes fazem protesto em apoio ao ex-presidente Lula em frente à Polícia Federal, em Curitiba (PR). Foto: Eduardo Matysiak/Futura Press

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestou depoimento na sede da Justiça Federal, em Curitiba (PR), nesta quarta-feira. Lula deixou pela primeira vez em sete meses a Superintendência da PT também localizada na capital paranaense onde cumpre pena de 12 anos de prisão por condenação em processo do Triplex do Guarujá.

Lula começou a ser interrogado pela juíza federal Gabriela Hardt por volta das 15h desta quarta-feira no processo que investiga supostas irregularidades em reformas feitas em um sítio frequentado pelo ex-presidente na cidade de Atibaia no interior paulista.

Apoiadores do ex-presidente se concentraram em frente à sede da PF desde as primeiras horas da manhã. Eles promoveram manifestações com faixas e cartazes durante todo o dia. A audiência sobre o processo do sítio de Atibaia começou às 14h com depoimento do pecuarista José Carlos Bumlai  que é também réu no processo. Bumlai responde pelo crime de lavagem de dinheiro e foi interrogado por uma hora.

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Gabriela Hardt assumiu temporariamente os processos da Lava Jato que antes era comandada por Sérgio Moro. Moro deve assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Lula é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber propina do Grupo Schain, de José Carlos Bumlai, OAS a Odebrecht por meio da reforma e decoração no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), que frequentava com a família. Lula nega as acusações e afirma não ser o dono do imóvel.

Segundo informações do portal “Uol”,  Lula negou qualquer relação com as obras no sítio de Atibaia e afirmou que sua prisão seria um ‘prêmio’ da Operação Lava Jato.

Um dos advogados que integra a defesa de Lula, José Roberto Batochio afirmou que está com o coração mais leve e que Lula prestou um depoimento satisfatório. 150 manifestantes em apoio a Lula se concentraram no local e se manifestaram pacificamente. Alguns correligionários de Lula criticaram a substituta de Sergio Moro. “O chefe dela é ele [Moro]”, afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). “Não tem nenhuma diferença. É amiga dele [de Moro]”, disse a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT.