Terremoto de 6,9 graus abala centro do Chile sem deixar vítimas

O abalo mais forte alcançou 5,1 graus de magnitude na escala Richter e teve o epicentro em frente à Península San Juan del Gozo, no departamento de Usulután, cerca de 167 km ao sudeste de San Salvador

Um forte terremoto, de 6,9 graus de magnitude, sacudiu na tarde desta segunda-feira o centro do Chile, provocando alarme entre a população mas sem causar danos, informou o Bureau Nacional de Emergências (Onemi).

O tremor ocorreu por volta das 18H30 local (18H30 Brasília) com epicentro situado 72 km a oeste da cidade de Valparaíso, a 20 km de profundidade, segundo dados atualizados do Serviço Sismológico Nacional Chileno.

"Não há registro de vítimas, danos ou alteração nos serviços básicos ou de infraestrutura decorrente do tremor", disse em entrevista coletiva Ricardo Toro, diretor da Onemi.

O terremoto balançou os prédios mais altos de Santiago do Chile, gerando momentos de pânico, e o metrô da capital foi paralisado brevemente, mas o tráfego de veículos não sofreu qualquer alteração.

O Metrô de Valparaíso informou que suspendeu temporariamente suas operações devido a cortes de eletricidade provocados pelo terremoto.

O ministro do Interior, Mario Fernández, destacou que "não ocorreram incidentes graves" ligados ao tremor.

Inicialmente, as autoridades pediram à população do centro do Chile que se afastasse da costa, mas a recomendação foi cancelada minutos depois.

O Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha chilena (SHOA) destacou que as características do tremor não reuniam "as condições necessárias para gerar um maremoto na costa do Chile".

Segundo o Instituto de Sismologia da Universidade do Chile, dezesseis abalos secundários, o maior de 5,5 graus de magnitude, foram registrados após o tremor principal.

A presidente Michelle Bachelet postou uma mensagem no Twitter pedindo à "população que siga as orientações das equipes de emergência" e garantiu que "o governo está atuando".

O terremoto ocorreu no final do dia, quando as pessoas regressavam do trabalho para a casa.

"Estava no escritório e já não havia muita gente. Decidi ficar sentada", disse à AFP Carolina, cujos amigos saíram para a rua. "Tudo se movia: janelas, computadores e luminárias".