"Terrível retrocesso", critica organização sobre veto de Bolsonaro à distribuição gratuita de absorventes

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Decisão foi publicada nesta quinta-feira (7) (Foto: Getty Images)
Decisão foi publicada nesta quinta-feira (7) (Foto: Getty Images)
  • Veto de Bolsonaro à distribuição de absorventes foi duramente criticado

  • O Coletivo Igualdade Menstrual se manifestou e classificou como um "terrível retrocesso"

  • Congresso pode derrubar a decisão do presidente

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de vetar a distribuição de absorventes íntimos de maneira gratuita foi criticada pelas organizações que lutam por direitos das mulheres, especialmente daquelas que estão em situação de vulnerabilidade social.

O Coletivo Igualdade Menstrual, por exemplo, se manifestou e classificou como um "terrível retrocesso" para o país. O grupo deu início nas redes sociais a uma campanha para pressionar os deputados e senadores a derrubarem o veto de Bolsonaro à iniciativa.

"Vamos mostrar a eles que o que não falta é interesse público em proporcionar dignidade, educação e saúde menstrual à população", destacou o coletivo na postagem de protesto contra a decisão do presidente.

Em entrevista ao G1, a coordenadora do grupo, Andressa Carmo, ressaltou que milhares de mulheres acabam usando itens improvisados como sacolas e miolo de pão porque não podem comprar absorventes.

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A proposta original surgiu na Câmara dos Deputados e havia sido aprovada também pelo Senado Federal em 14 de setembro. Em seguida, a medida foi para sanção do presidente. O texto previa que os absorventes poderiam ser distribuídos de graça para jovens de baixa renda em escolas públicas e para pessoas em situação de rua ou de extrema vulnerabilidade.

Apesar de Bolsonaro ter sancionado o projeto, levando à criação do Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, ele vetou o artigo 1º, que previa a distribuição de absorventes menstruais. Além disso, Bolsonaro negou a inclusão do item de higiene pessoal como parte das cestas básicas distribuídas pelo Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

O artigo 3º também foi vetado – nele era descrita a lista de beneficiárias, que incluía:

  • Estudante de baixa renda da rede pública de ensino

  • Mulheres em situação de rua ou em situação de vulnerabilidade social

  • Mulheres presidiárias ou apreendidas, que estão em unidades do sistema prisional

  • Mulheres internadas em unidades de cumprimento de medidas socioeducativas

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