"Terror energético" na Ucrânia

Evitar que a Rússia "mate" ucranianos de fome de frio este Inverno. Compromisso dos sete países mais ricos do mundo declarado em Munster, na Alemanha, esta quinta-feira. No final da reunião do G7, Josep Borrell, o chefe da diplomacia da União Europeia, disse não ter dúvidas de que a destruição de infraestruturas básicas civis constitui um "crime de guerra".

"Eles não conseguem ocupar a Ucrânia. Não conseguem vencer militarmente no terreno. Não conseguem ganhar a guerra e estão a destruir o país sistematicamente. Milhões de ucranianos já não têm acesso à electricidade e o que Putin está disposto a fazer é pôr o pa ís na escuridão durante o Inverno, o que é um crime de guerra," declarou.

As exportações de cereais dos portos ucranianos recomeçaram na quinta-feira depois de a Rússia ter voltado ao acordo de corredor humanitário, mas o ataque a alvos

A falta de energia afeta o esforço de guerra ucraniano, mas sobretudo o dia-a-dia de milhões de civis. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky denuncia um clima de "terror energético". 40% das instalações energéticas da Ucrânia terão sido afetadas por ataques russos. "Só a partir desta noite, cerca de 4,5 milhões de consumidores em situações de emergência e de estabilização estão temporariamente desligados da electricidade," afirmou Volodymyr Zelensky.

O governo de Kiev condena mais uma vez a "deslocação forçada em massa" de habitantes da região de Kherson, ordenada por MOsvcovo.

Perante o avanço das tropas ucranianas, nas proximidades de Zaporíjia e noutras localidades das províncias de Lugansk e Donetsk há notícia de pilhagens pelas forças ocupantes.