Terrorismo em Brasília: Zema diz que governo errou para se fazer de 'vítima'

Governador de Minas Gerais deu entrevista à Rádio Gaúcha

Romeu Zema (Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images)
Romeu Zema (Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images)
  • Romeu Zema falou sobre atos de golpistas bolsonaristas em Brasília;

  • Para o governador de Minas Gerais, governo federal falhou para se fazer de vítima;

  • Político do partido Novo condenou vandalismo, mas apoiou manifestações golpistas "ordeiras".

O governador de Minais Gerais, Romeu Zema (Novo), repercutiu nesta segunda-feira (16) os atos golpistas organizados por extremistas bolsonaristas, que invadiram o Congresso Nacional, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Palácio do Planalto e vandalizaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

Na avaliação do político, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “errou” e “fez vista grossa” para que o pior acontecesse. Zema sugeriu ainda que o Executivo federal queria se fazer de “vítima”.

"Me parece que houve um erro da direita radical, que é minoria. Houve um erro também, talvez até proposital do governo federal, que fez vista grossa para que o pior acontecesse e ele se fizessem de vítima. É uma suposição. Mas as investigações vão apontar se foi isso", disse ele, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador de Minas defendeu os bolsonaristas que estão manifestando de maneira “ordeira”. Ele também condenou os atos de vandalismo.

"Você confundir um cidadão de bem com um depredador é erro gravíssimo. Que se puna essas pessoas que fizeram o vandalismo. Agora, estender isso a esses que estão se manifestando de forma ordeira, é uma situação muito distinta", argumentou.

Sobre o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (DEM), Zema acredita ser uma decisão “prematura, desnecessária e injusta”.

Ibaneis foi afastado do cargo pelo prazo de 90 dias após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.