Terrorismo no DF: Dino diz que foram expedidos 1,2 mil autos de prisão e apreensão

727 suspeitos permanecem presos e 599 foram liberados após assinarem termos de compromisso

Terrorismo no DF: Ataques aos prédios dos Três Poderes no Distrito Federal já resultaram e mais de mil detenções - Foto: Joedson Alves/Anadolu Agency via Getty Images
Terrorismo no DF: Ataques aos prédios dos Três Poderes no Distrito Federal já resultaram e mais de mil detenções - Foto: Joedson Alves/Anadolu Agency via Getty Images

Flávio Dino, ministro da Justiça, informou que 1.261 autos de prisão e apreensão foram lavrados nas investigações relacionadas aos ataques terroristas ocorridos às sedes dos três poderes, em Brasília, no último domingo (8).

Na ocasião, o ministro usou as redes sociais para agradecer o trabalho das forças de segurança.

"Foram lavrados 1.261 autos de prisão e apreensão pela Polícia Federal, em trabalho ininterrupto nos últimos dias. Agradeço às equipes da Polícia Federal. E também à PMDF, PCDF, Peritos, Policiais Penais, Defensores, Bombeiros e SAMU, que foram muito importantes", escreveu.

A Polícia Federal (PF), na noite de terça-feira (10), informou que 1,5 mil pessoas foram detidas por envolvimento nos atos. Do total, 727 suspeitos permanecem presos e 599 foram liberados após assinarem termos de compromisso.

Ainda de acordo com a corporação, os liberados são, em geral, idosos, pessoas com problemas de saúde, em situação de rua e mães acompanhadas de crianças.

Segundo a PF, todos os detidos "estão recebendo alimentação regular (café da manhã, almoço, lanche e jantar), hidratação e atendimento médico, quando necessário".

Apesar do suporte, na segunda-feira (9), circulou a informação da suposta morte de uma idosa, após ter sido detida no acampamento bolsonarista no Quartel-General do Exército, em Brasília.

No entanto, a informação é falsa, segundo a Polícia Federal (PF), que se manifestou por nota.

"A Polícia Federal informa que é falsa a informação de que uma mulher idosa teria morrido na data de hoje (9) nas dependências da Academia Nacional de Polícia", diz o documento.

A maior parte dos detidos estava no acampamento golpista de bolsonaristas desmontado no Quartel-General do Exército em Brasília. Até a tarde de terça, 447 já tinham sido transferidos para o Complexo Penitenciário da Papuda e para a Penitenciária Feminina do DF.

Um mutirão para realizar audiências de custódia dos radicais bolsonaristas, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve ser feito pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).