Terroristas presos no DF estavam armados com estacas, estilingues e bolas de gude

Um dos presos, no Congresso Nacional, admitiu que carregava alguns desses objetos, mas que apenas os usaria caso fossem atacados por "esquerdistas".

interrogatório
Participantes de atos terroristas de Brasília são levados para interrogatório

Os terroristas presos durante os atos golpistas às sedes dos três poderes em Brasília, no domingo (8), segundo perícia da Polícia Civil (PC), estavam armados com estacas pontiagudas, dois estilingues, bolas de gude, máscaras de proteção e luvas.

Segundo informações do portal G1, novos depoimentos de presos envolvidos nos ataques terroristas, obtidos pela TV Globo, apontam como os golpistas se prepararam para enfrentar as forças de segurança.

Um dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, André Luiz Vilela, de Juscimeira (MT), que foi preso dentro do Congresso Nacional, admitiu que carregava alguns desses objetos, mas que apenas os usaria caso fossem atacados por "esquerdistas". Em depoimento, ele disse ter levado um cassetete feito de galho de árvore e um estilingue com bolas de gude.

O bolsonarista radical também tinha uma máscara antigás feita de garrafa pet.

Outro preso, Gabriel Lucas Lott Pereira também admitiu que levava armas brancas. No entanto, ele disse que não pretendia usar nada contra a polícia ou pessoas inocentes.

Marcos Rony Santos Oliveira, policial militar que conduziu os dois radicais à delegacia, afirmou que quando efetuou as prisões, os dois disseram que estariam portando armas brancas para que pudessem se defender da polícia, se porventura fossem atacados.

Vídeos gravados, no domingo, mostram a ação violenta dos golpistas, e a falta de forças de segurança. A PM, com a ajuda de alguns integrantes da Força Nacional, tenta entrar em formação para responder à violência, mas os policiais são recebidos com pedras retiradas do chão da Praça dos Três Poderes.

Como se organizaram os atos terroristas em Brasília? A linha do tempo interativa abaixo te mostra, clique e explore:

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Obras de arte foram destruídas, itens roubados e o prejuízo ainda é calculado pelas autoridades. Veja a lista completa de obras destruídas nos ataques. Até o fim da segunda (10), pelo 1.500 envolvidos no episódio já haviam sido presos.

Nesta quinta-feira (12), a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal divulgou uma lista com 1.167 nomes de presos pelos atos de invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília.

Os presos foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória II e para a Penitenciária Feminina do DF, conhecida como Colmeia.

De acordo com nota divulgada pela Polícia Federal (PF) no início da noite de quarta-feira (11), mais de 1,8 mil pessoas foram detidas, sendo que 1.159 foram presas até a última atualização. Ainda de acordo com o comunicado, 684 pessoas foram liberadas por questões humanitárias, como idosos, pessoas com problemas de saúde, em situação de rua e pais/mães com crianças.