Tesla quer acabar com relatórios sobre trabalho infantil

Conselho Administrativo da Tesla quer menos transparência sobre suas operações (John E. Smith/VIEWpress)
Conselho Administrativo da Tesla quer menos transparência sobre suas operações (John E. Smith/VIEWpress)
  • Conselho também quer acabar com relatórios de assédio sexual e discriminação racial;

  • Tesla está com 10 processos nos EUA por conta desses problemas;

  • Acionistas também querem que trabalhadores possam se sindicalizar.

O Conselho de Administração da Tesla está pedindo que os acionistas da empresa votem contra a existência de relatórios anuais sobre discriminação, assédios e trabalho infantil dentro da empresa. O Conselho também quer acabar com negociações coletivas e com um relatório sobre diversidade dentro do órgão administrativo.

As informações têm origem dentro de um próprio documento da empresa, arquivado na Comissão de Valores Mobiliários dos EUA para a reunião anual da empresa, que será realizada no dia 04 de agosto de 2022.

Por outro lado, acionistas da empresa pediram que a empresa dimensione seus esforços e a eficácia da Tesla para evitar novos casos de assédio e discriminação contra funcionários.

Atualmente a empresa de Elon Musk está enfrentando 10 processos nos EUA que alegam discrminação racial ou assédio sexual. Um deles, sobre a fábrica em Fremont, na Califórnia, alega que o local é racialmente segregado, onde os trabalhadores negros são submetdos a insultos, rigidez disciplinar e menores remunerações.

Uma das exigências dos acionistas é o compromisso de que a empresa não irá interferir no direito dos funcionários de ingressar ou formar sindicatos, porque “a liberdade de associação e a negociação coletiva são um direito humano fundamental”.

No passado, o Conselho Nacional de Relações Trabalhistas descobriu que a Tesla demitiu ilegalmente um trabalhador que estava envolvido em organizações sindicais. Foi-se revelado também que Elon Musk ameaçou trabalhadores em relação à sindicalização.

Por último os acionistas querem que a empresa descreva como que a Tesla irá remover o trabalho infantil de sua cadeia de suprimentos até 2025. A preocupação vem a partir de um processo de 2019, que coloca a empresa de veículos elétricos e outras quatro de tecnologia por "ajudar e cumplicidade na morte e ferimentos graves de crianças que alegam estar trabalhando em minas de cobalto em sua cadeia de suprimentos"

“Na moção conjunta de indeferimento, os réus não contestaram o fato de que o trabalho infantil está ocorrendo em suas cadeias de fornecimento de cobalto, mas argumentaram que a conduta de seus fornecedores está fora de seu controle, o que entra em conflito com as políticas da Tesla que a empresa alega proibir seus fornecedores. do trabalho infantil”.

Novamente o Conselho rejeita a proposta, afirmando que isto não é do interesse da Tesla porque seu Relatório de Impacto anual já descreve como os direitos humanos são respeitados nas operações e que, caso a escravidão moderna seja identificada na cadeia de suprimentos, a Tesla “se afastará desse fornecedor”.

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