Tesouro americano impões sanções a chanceler venezuelano Arreaza

Foto tirada em 25 de abril de 2019, mostra o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, falando em uma coletiva de imprensa nas Nações Unidas, em Nova York

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções econômicas nesta sexta-feira ao chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, e disse que continuará sua ofensiva contra o círculo do governo de Nicolás Maduro, "incluindo aqueles encarregados de conduzir a diplomacia".

"Os Estados Unidos não vão ficar apenas olhando o ilegítimo regime de Maduro privar o povo venezuelano de sua riqueza, sua humanidade e seu direito à democracia", disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

Washington está impulsionando uma série de sanções contra o governo e várias instituições políticas e financeiras da Venezuela, em sua ofensiva pelo reconhecimento do líder do líder parlamentar Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em janeiro, por considerar que o segundo mandato de Maduro não tem legitimidade.

Após o reconhecimento de Guaidó, os dois países romperam relações diplomáticas e há uma luta por quem tem o direito de ocupar a embaixada da Venezuela em Washington, atualmente ocupada por ativistas de esquerda favoráveis a Maduro.

Arreaza alertou na quinta-feira, da ONU, em Nova York, que se os Estados Unidos entrarem na embaixada de Caracas em Washington, seu país poderá adotar uma ação recíproca.

"Há reações que confirmam que andamos no caminho correto (...). Ontem, na ONU, denunciamos de forma irrefutável o bloqueio criminoso dos EUA contra a Venezuela. O governo de Trump responde com desespero contra nós", tuitou Arreaza.

As sanções anunciadas nesta sexta-feira também afetam a juíza Carol Padilla.

"Como resultado das sanções de hoje, todas as propriedades desses indivíduos e qualquer propriedade que eles tenham, direta ou indiretamente, em uma porcentagem de 50% ou mais, que estejam nos Estados Unidos ou em posição ou controle de pessoas nos Estados Unidos estão bloqueados", disse o Departamento do Tesouro.

Os Estados Unidos reiteraram que essas sanções não precisam ser permanentes e visam uma "mudança de comportamento".

O secretário do Tesouro americano, Mike Pompeo, celebrou a medida no Twitter: "Acabamos de sancionar o lacaio de Maduro, Jorde Arreaza, por tentar frustrar as aspirações democráticas do povo venezuelano". Ele publicou ao lado uma foto de Arreaza com a palavra "sancionado" em vermelho.

A Venezuela mergulhou em uma crise econômica sem precedentes na história recente da região, desde janeiro tem sido uma luta de poder entre Guaidó, reconhecida por mais de 50 países como presidente interino, e Maduro, que tem o apoio de países estrangeiros como Rússia e China.

"Pedimos para os Estados Unidos voltarem ao campo do direito internacional, interromper sua chantagem política e parar de provocar tensões na Venezuela do exterior", afirmou o Ministério de Relações Exteriores russo em um comunicado.