Tesouro Real português é exibido em palácio em construção por 226 anos

No Museu do Tesouro Real de Portugal, uma coleção única há décadas à espera de um "lar", foi inaugurado esta semana no Palácio da Ajuda, em Lisboa, um monumento concluído após 226 anos em construção. Este imponente edifício branco foi a última morada dos monarcas de Portugal, a dinastia de Bragança, antes do advento da República, em 1910.

O palácio de estilo neoclássico manteve sua ala oeste inacabada por mais de dois séculos por falta de recursos, ou pelas mudanças no regime político. Um investimento de 31 milhões de euros permitiu, enfim, construir a ala que faltava.

"Depois do trauma do terremoto e do tsunami, em 1755, a realeza decidiu se instalar aqui, longe do rio e em uma zona menos exposta à atividade sísmica", explicou o diretor do palácio e museu, José Alberto Ribeiro.

A inauguração desta quinta-feira era muito esperada pela importância do acervo que reúne cerca de 1.000 objetos. Alguns deles estão sendo expostos pela primeira vez.

Até agora, as obras estavam dispersas e inacessíveis ao público.

O valor das peças, algumas de mais de um milhão de euros, impôs medidas especiais de segurança.

"O Palácio da Ajuda foi o local ideal para a criação deste museu, pois já abrigava parte desta coleção e todo o edifício foi concebido para evitar qualquer surpresa desagradável", afirmou Ribeiro.

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