Teste de Angela Merkel para novo coronavírus dá negativo

BERLIM – Um porta-voz do governo alemão anunciou nesta segunda-feira que o primeiro teste da chanceler Angela Merkel para a Covid-19 deu negativo. Segundo Berlim, a chefe de governo alemã será submetida a novos exames nos próximos dias, mas não apresenta quaisquer sintomas da doença.

Há quase 15 anos à frente da Alemanha, Merkel,  entrou em quarentena após ter contato, na última sexta, após um médico que lhe aplicou uma vacina antipneumocócica ser diagnosticado com o Sars-CoV-2. Ela ficou sabendo do resultado do teste logo após anunciar, no domingo, medidas mais severas para conter ao avanço da pandemia no país. Desde então, ela estava despachando de sua casa, algo que deverá continuar a fazer por duas semanas.

No início do ano, a União Democrata Cristã (CDU) da chanceler aliou-se à Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema direita, nas eleições regionais da Turíngia, algo inédito desde a Segunda Guerra e contrário às diretrizes de Merkel. A crise não só custou à Annegret Kramp-Karrenbauer, tida como herdeira política da líder alemã, a presidência da sigla e uma possível candidatura nas eleições nacionais de 2021, mas também abalou a popularidade da chanceler, que já havia anunciado que não concorreria à reeleição.

A maneira não ideológica com a qual vem tratando da crise de saúde pública, no entanto, a levou a retomar seu alto índice de popularidade. Diferentemente de outros líderes globais, Merkel, física por formação, vem sendo elogiada por buscar conselhos de cientistas e especialistas antes de tomar decisões naquela que é vista como a maior crise desde a Segunda Guerra Mundial no país. Pouco antes de seu isolamento ser anunciado, a chanceler, física por formação, apresentou novas medidas para conter a pandemia de coronavírus no país.

Ele anunciou, por exemplo, que as reuniões de mais de duas pessoas estão proibidas, bem como o fechamento de todos os restaurantes, que funcionarão apenas para entregas. A oferta de transporte no país também será reduzida. Tais decisões, tomadas pela Chancelaria alemã e os governadores dos 16 estados e valerão até, pelo menos, 19 de abril.