Teste rápido para varíola dos macacos com baixo custo é desenvolvido na UFG

Novo teste rápido para varíola dos macacos foi desenvolvido no Instituo de Químida da Universidade Federal de Goiás (UFG). (Foto: GettyImages)
Novo teste rápido para varíola dos macacos foi desenvolvido no Instituo de Químida da Universidade Federal de Goiás (UFG). (Foto: GettyImages)
  • Teste usa materiais nacionais

  • Custo de insumos é de apenas R$ 3

  • Número de casos de varíola dos macacos cresceu no país e impulsionou cientistas

Uma equipe de cientistas da Universidade Federal de Goiás (UFG) criou um teste rápido para varíola de macacos, que permite a detecção da doença ainda no começo.

Além disso, o teste não precisa de equipamentos de ponta, apenas os comuns usados em laboratórios, e usa materiais nacionais. Dessa forma, o custo de cada teste é de apenas R$ 3.

O teste foi produzido por pesquisadores do Instituto de Química da UFG. O teste usa cinco reagentes que detectam o DNA do vírus e precisa ser colocado a 62º por 40 minutos para dar o resultado.

O líquido fica amarelo quando o resultado é positivo, e vermelho quando é negativo. Os pesquisadores adaptaram uma técnica já conhecida para detectar a varíola dos macacos.

“[O teste] é mais simples, a interpretação dos resultados é mais fácil, a leitura dos resultados é baseada na cor”, explicou a pesquisadora Gabriela Duarte ao portal G1.

Os cientistas começaram os trabalhos após o aumento no número de casos no Brasil. Hoje, poucos laboratórios no país fazem testes para a doença e alguns resultados podem demorar até 15 dias para sair.

“É muito importante que o resultado seja rápido para que esse paciente seja isolado rapidamente para conter a disseminação do vírus”, afirmou Duarte.

O projeto está na última etapa, que irá botar o teste a prova com mais amostras.

“Estamos no início do aumento de casos e estamos no deparando com um cenário em que há falta de testes ou o tempo para se realizar os testes é demorado. Então, uma técnica alternativa ao padrão ouro, que é o PCR, mais simples, mas rápido, mais barato, pode corroborar para tornar o teste mais acessível à população”, explicou o pesquisador Paulo Felipe Estrela.

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