Testes com biometria serão feitos em 56 urnas de 18 estados e DF

Simulação do projeto piloto com urnas que usam biometria foi apresentada aos ministros do TSE (REUTERS/Adriano Machado)
Simulação do projeto piloto com urnas que usam biometria foi apresentada aos ministros do TSE

(REUTERS/Adriano Machado)

  • 56 urnas participarão dos testes de integridade com biometria;

  • Aparelhos estão distribuídos em 18 estados e DF e representam 8,79% dos que serão testados;

  • Testes de integridade são feitos desde 2002, mas ganharam uma etapa 'extra' neste ano.

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), anunciou nesta quinta-feira (15) que 56 urnas participarão dos testes de integridade com biometria, projeto piloto solicitado pelos militares.

A amostragem está espalhada por 18 estados e Distrito Federal e representa 8,79% dos 641 aparelhos que já haviam sido destinados, pelo TSE, a passarem pelos testes de integridade. As outras 582 urnas que não terão a biometria serão submetidas ao processo normal, feito desde 2002, pela Justiça Eleitoral.

“A única diferença do projeto piloto para o teste que já é feito é que usará a biometria do eleitor. É necessário isso? Isso vai melhorar o teste de integridade? É isso que vamos verificar, para ver se vale a pena ampliar isso pata todas as seções ou se manteremos o teste de integridade como já existe”, afirmou Moraes.

Nesta quinta-feira, o presidente do TSE participou de evento que simulou como será realizada a etapa ‘extra’ da testagem. Os servidores da Corte demonstraram como acontecerá a abordagem dos eleitores – já que a biometria depende de um voluntário – e como funciona o destravamento das urnas escolhidas para o procedimento.

Junto com Moraes, estavam outros ministros do TSE, como Cármen Lúcia, Maria Cláudia Bucchianeri, Carlos Horbach, Sérgio Banhos, Benedito Gonçalves, Raul Araújo e Ricardo Lewandowski.

Quais estados participam?

Segundo Julio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, o projeto piloto será feito em:

  • São Paulo

  • Rio de Janeiro

  • Minas Gerais

  • Rio Grande do Sul

  • Alagoas

  • Amazonas

  • Bahia

  • Ceará

  • Espírito Santo

  • Goiás

  • Mato Grosso

  • Mato Grosso do Sul

  • Pará

  • Paraná

  • Pernambuco

  • Rondônia

  • Santa Catarina

  • Tocantins

  • Distrito Federal

Como funciona o projeto piloto?

Os testes de integridade são feitos desde 2002 com o objetivo de verificar se o voto depositado é o mesmo que a urna eletrônica registra. Para isso, votos em papel são digitados na urna, contados e comparados ao total computado depois que todos os cidadãos já tiverem votado.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Com essa etapa extra do projeto piloto, um eleitor que se voluntariar a participar acionará a urna com sua biometria. Depois, o teste seguirá todas as etapas convencionais, em processo filmado.

Vale destacar que o voluntário só contribui com a digital e não vota duas vezes. Os votos em papel são inseridos por servidores da Justiça Eleitoral, com base em uma lista pré-preenchida. O eleitor que participar também deve assinar um termo.