Testes da Covid-19: Prefeitura do Rio recorre a voluntários e dá gratificação para reforçar atendimento nos postos

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RIO — A Prefeitura do Rio baixou um decreto para que funcionários do município — seja da Secretaria municipal de Saúde (SMS) ou de outras pastas — possam trabalhar nos centros de testagens. O documento descreve que a atuação será na organização dos acessos aos polos de testagem e postos de vacinação e no registro de informações nos canais oficiais da secretaria e do Ministério da Saúde. A cidade ainda tem acompanhado o constante aumento no número de casos. Segundo a pasta, serão seguidas todas as possíveis novas orientações do Comitê Científico da prefeitura.

Os agentes selecionados receberão cem reais por dia de trabalho nos postos. A indicação dos nomes para o reforço será cadastrada pelo órgão ou entidade na qual o agente interessado trabalha, com os dados encaminhados à secretaria de Saúde. A carga horária das atividades será de até 12 horas. O decreto é válido até o dia 31 deste mês.

A decisão ocorre no momento em que há uma corrida em busca dos testes — o que tem sobrecarregado até a rede privada — e no aumento do número de casos da variante ômicron. Na manhã desta quarta, a SMS abriu mais um centro de testagem, após a capital fluminense bater um recorde de procura pelo diagnóstico. No momento, a cidade soma 13 pontos sob administração municipal e oito a cargo do governo estadual.

— Estamos com muitos casos da ômicron na cidade. E todas as pessoas que têm sintomas estão procurando (os postos). Estamos fazendo cerca de 41 mil testagens por dia. Infelizmente, por conta da alta procura, temos visto uma demora. São mais de 1.800 profissionais que estão fazendo a testagem. Mas, infelizmente, muitos funcionários estão ficando doentes. Hoje, a Prefeitura do Rio fez um decreto que funcionários de outras secretarias ou da Saúde que não estiverem no horário poderão ajudar e receber uma gratificação de R$ 100 por dia. Estamos precisando de voluntários nesse momento — diz o secretário de Saúde Daniel Soranz.

Com o novo decreto do prefeito Eduardo Paes, espera-se que os voluntários atuem fora do horário de trabalho de suas funções nos cargos públicos, conta Soranz:

— Esse decreto do prefeito ajuda muito. Muitos voluntários já estavam ajudando e agora aproveitamos para remunerar essas pessoas. Essa verba é da Prefeitura do Rio e a pessoa receberá R$ 100 por dia. A partir de hoje eles já começam a trabalhar. A ideia é que ele não trabalhe em seu horário de trabalho.

Segundo o secretário, cerca de sete mil pessoas ajudaram nos centros de testagens e de vacinação. Atualmente, cerca de 41 mil testes estão sendo produzidos por dia.

— Temos quase 19% da força de trabalho afastados. São afastamentos de sete dias e impacta muito. Ampliamos em 1.200 profissionais, e entrarão mais 400 profissionais nos próximos 10 dias. Estamos fazendo o máximo. Pedimos que as pessoas evitem ir ao Centro de Saúde fazer exames desnecessários e, consequentemente, aglomerar. Esperamos que em 15 dias tudo esteja melhor — diz.

Aumento de internações

O aumento no número de casos, à medida que a ômicron avança, também tem provocado o crescimento na busca por leitos para internações. A SMS afirmou que vai abrir leitos para o tratamento da Covid-19 no Hospital municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, referência do tratamento da doença na cidade. Soranz afirmou também que, atualmente, na rede de saúde da cidade, existem 240 unidades disponíveis no Gazolla, 250 leitos no Hospital Federal de Bonsucesso e outros 150 no Hospital Federal Clementino Fraga Filho (o Hospital do Fundão) para serem ocupados se for preciso.

Atualmente, 181 pessoas estão internadas com a doença na cidade. Enquanto isso, 742 mil cariocas ainda não tomaram a dose de reforço.

A SMS disse que “existe uma preocupação com o aumento de números de casos, mesmo que a ômicron seja leve” e que a pasta vai seguir todas as possíveis novas orientações do Comitê Científico da prefeitura.

— Está tendo um aumento de pessoas infectadas internadas, estamos mobilizando mais leitos para a covid. Vamos avaliar as tendências internacionais para adotar possíveis novas medidas — afirma o secretário.

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