Textor e Landim comandam tentativa de aproximação entre Botafogo e Flamengo

"Começou mal e vai mal. Não penso mais em conversar" assim Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo de 2015 a 2017, falava da relação com Eduardo Bandeira de Mello, que presidiu o Flamengo de 2013 até 2018. Seja dentro de campo, nas arquibancadas ou entre dirigentes, o histórico da relação entre os clubes que se enfrentam no próximo domingo, às 11h, no Mané Garrincha, é ruim. Mas, sob nova gestão e organograma, a diretoria alvinegra tenta mudar esse elo com os rubro-negros, solícitos e interessados neste novo momento da relação desde sua cúpula.

Nas questões inerentes ao campo, a temperatura ainda é um pouco mais alta. Antes do clássico ser confirmado em Mané Garrincha, houve uma tentativa por parte do Flamengo de trocar a ordem de mandos, para que, com o Botafogo de mandante, o jogo pudesse ser mantido no RJ. A pedida revoltou botafoguenses, que afirmaram nas redes sociais que a mudança só beneficiaria o rubro-negro. Por outro lado, a diretoria alvinegra acenou positivamente à CBF e ao Flamengo para a troca, com a justificativa de que poderia evitar uma viagem cansativa e também controlar de perto todos os serviços da partida que envolvem a experiência do torcedor. Mas retrocedeu. O que foi visto no Flamengo como um recaída, pois o Botafogo deixou de ganhar R$ 150 mil para atender aos apelos de sua torcida.

Ao GLOBO, uma fonte da cúpula alvinegra afirmou ainda que a medida de aceitar a mudança estaria sendo pensada de maneira "fria", seguindo a diretriz do clube de tentar manter uma relação amistosa com a diretoria rubro-negra, fugindo um pouco do emocional que controla um torcedor. No entanto, Luís Castro e a cúpula do futebol decidiram por manter o calendário da CBF e o mando com o Flamengo, que optou por Brasília.

Ainda em fevereiro, John Textor afirmou desejo de "atropelar o Flamengo" dentro de campo, mas dialogar com a diretoria rubro-negra sobre como avançar na ideia de formar uma liga no Brasil e vender direitos de TV. O contato direto com o empresário americano é de responsabilidade do presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, que tem buscado uma maior aproximação para entender a realidade de uma SAF. Há também intenção de influenciar o Botafogo para que faça adesão à nova liga do futebol e que o clube de Textor se una ao Flamengo na próxima semana.

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