Thaila Ayala faz podcast após depressão na gravidez: "As dores não são ditas"

Thaila Ayala no Rock in Rio (Foto: Thyago Andrade/BrazilNews)
Thaila Ayala no Rock in Rio (Foto: Thyago Andrade/BrazilNews)

Mãe de primeira viagem, Thaila Ayala conseguiu um "milagre" para marcar presença no Rock in Rio 2022. Durante o festival, ela conversou com o Yahoo sobre conseguir deixar o filho com alguém e outros desafios da maternidade. A artista, que estreou o podcast "Mil e Uma Tretas" há uma semana, ainda contou como a ideia surgiu e o que o público pode esperar do seu novo projeto.

"O 'Mil e Uma Tretas' é um podcast sobre maternidade. Tá muito maneiro. Surgiu dessa vontade de estender a roda pra falar sobre as coisas não ditas da maternidade. A maravilha a gente já sabe, todo mundo fala, mas é pra falar das dores mesmo", diz ela.

Segundo a atriz, a maternidade é um processo solitário e construir uma rede de apoio é um processo não tão simples como falam. "Muitas vezes as dores não são ditas. Eu tive depressão durante a gravidez e ouvia muito falar sobre a depressão pós-parto, mas não ouvia sobre depressão na gravidez. Tudo isso me deixou ainda mais sozinha por achar que eu era a única. Tipo 'eu sou a pior mãe do mundo que está grávida e odiando cada segundo'", revela.

Recuperada da depressão e se descobrindo como mãe a cada minuto, Thaila sentiu o desejo de acolher e informar outras mulheres. O podcast conta com a participação de Júlia Faria, que teve filho no mesmo período, e a cada programa recebe duas convidadas. A esposa de Renato Góes conta que já gravou com Sophie Charlotte, Juliana Paes, Fernanda Gentil, Fernanda Paes Leme e especialistas.

Antes da estreia do podcast, Thaila já havia se surpreendido com a quantidade de relatos de mulheres que se identificavam com seus desabafos. A atriz espera ajudar a quebrar tabus e tornar esse momento de descoberta mais tranquilo para suas ouvintes e seguidoras.

"Cara, a quantidade de mensagens que eu recebo, não dou conta nem de ler. São muitos relatos doloridos que as pessoas guardam, elas não tem coragem de falar pelo julgamento, que é bizarro. Antes de ser mãe eu não tinha noção que era assim, esse julgamento nojento. De todos lados, principalmente de mulheres mães, que julgam outras mulheres mães. A matemática não fecha pra mim", diz ela.