Thelma, do 'BBB20', passou por transição capilar e marido relembra; veja antes e depois

Leonardo Ribeiro
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Quem vê Thelma Assis desfilando seus belos cachos no "Big Brother Brasil 20" nem imagina como foi o processo para aceitá-los e também para que eles atingissem a forma que têm hoje. A transição, que se deu início em 2014, foi motivada por trocas com outras mulheres negras e para economizar com os gastos de alisamento.

— A Thelma tem 35 anos e imagine como eram as coisas 20 anos atrás. O que ela tinha de referência na mídia? Não tinha internet, então o que se via eram apenas as mulheres brancas, loiras, de cabelos lisos. Sem contar, que quando minha esposa era uma criança e fazia balé, todas as meninas também eram alisadas. Na faculdade, ela era a única negra em meio a maioria de mulheres que também seguiam esse "padrão". Só com o passar dos anos, com o acesso às redes sociais, a troca com outras mulheres, que ela foi entendendo e se sentindo à vontade de começar a transição. Sem contar que cada alisamento custava em média R$ 250, R$ 300, para durar no máximo dois meses, estourando — relembra Denis Santos, marido de Thelma há quatro anos, embora já se conheçam há 11.

 

Logo no início do processo, a atual confinada do "BBB20" precisou cortar o cabelo que estava danificado, para que ele pudesse crescer sem a química. No salão, a primeira surpresa: a paulista teria que cortar o cabelo curtíssimo. Se no início ficou ressabiada, a motivação em busca dos cachos lhe deu coragem para diminuir o comprimento dos fios.

— Ela estava com receio da opinião das pessoas, principalmente a minha e a da mãe dela. Mas eu amei, ficou muito elegante. E eu nunca critiquei as decisões dela (risos). Depois, Thelminha passou a comprar tiaras, fitas para o cabelo, foi inovando nos penteados e o cabelo foi crescendo.

 

Antes de entrar na casa mais vigiada do país, Thelma estava adepta às tranças. E, por ser médica, já estava fazendo vídeos para um canal no Youtube explicando como conseguia colocar todo o cabelo nas tocas que precisava usar na sala de cirurgia.

"Nessa vida, tudo se dá um jeito. Eu pedi para confeccionarem uma toquinha para mim. Fui, aos poucos, me adaptando, em preencher e colocar o cabelo dentro da touca. Porque a gente não vai deixar de trabalhar por causa do cabelo, né? (risos)", disse Thelma, mostrando o passo a passo, em que acabava usando duas tocas: "A pior parte de colocar tranças é que isso vicia. O bom é que a gente pode fazer sempre".

 

Confiante com o cabelo, Thelma passou a ser uma incentivadora dos fios naturais.

— Minha esposa não se arrepende de maneira alguma. E apoia e incentiva quem quer fazer a transição. Falou com todas as nossas primas, que estão, aos poucos, seguindo os passos dela. As meninas só não tiveram coragem de cortar o cabelo tão curtinho como a Thelma logo de cara (risos) — explica Denis.