Thelma vence edição histórica do 'Big Brother Brasil'

RIO - A médica Thelma Assis é a grande vencedora do "Big Brother Brasil 20". Na edição histórica do reality show da TV Globo, ela teve 44,1% dos votos, seguida pela influenciadora Rafa Kalimann (34,81% dos votos) e pela cantora Manu Gavassi (21,09%). O resultado foi dado pelo apresentador Tiago Leifert, que se emocionou no jardim da casa.

Aos 35 anos, a anestesista era a única das três finalistas que se inscreveu. Apesar das desavenças com Flay e Daniel, ela chegou a ser chamada de planta. Thelma venceu a prova de resistência mais longa da edição, que durou 26 horas.

BBB 20:Reality chega ao fim renovado e com multiplicação de seguidores para participantes

O programa derradeiro transitou entre o humor e a emoção. As risadas foram garantidas pelo comediante Rafael Portugal com sua "Central de Atendimento ao Telespectador". Dessa vez, ele teve ajuda dos ex-participantes do programa, que deram entrevistas de suas casas. Ele aproveitou para alfinetar participantes como Daniel e Lucas.

Todos os ex-participantes marcaram suas presenças virtuais também durante o programa ao vivo, direto de suas casas. Eles não chegaram a falar, mas as reações ao que viam na TV eram captadas e transmitidas para os telespectadores - dentro e fora da casa do "BBB".

As lágrimas, como era de se esperar, foram muitas, após uma edição com carga emocional tão carregada tanto para quem viveu quanto quem assistiu. Manu, Rafa e Thelma tiveram as primeiras impressões de como o programa repercutiu no Brasil inteiro com depoimentos de celebridades, de Ana Maria Braga a Anitta, e com memes que viralizaram nas redes sociais.

Final feminina para uma luta feminina

Um trio de finalistas mulheres, reforçou algumas vezes o apresentador Tiago Leifert, era o mais apropriado a uma edição que teve a luta feminina como marca.

A treta começou logo nos primeiros dias de programa, quando as sisters se juntaram contra os homens da casa, com exceção de Babu Santana, Victor Hugo e Pyong Lee, ao descobrirem que eles planejavam seduzir as participantes comprometidas. O episódio ficou conhecido como ''teste de fidelidade''.

Neste ano, mais do que nunca, foi impossível ignorar. Em sua vigésima edição, o "Big Brother Brasil” — um dos mais antigos reality shows do país — chega ao fim após bater recordes de votos, ter sua duração prolongada e mobilizar a opinião pública de tal maneira que até celebridades como Bruna Marquezine e Anitta fizeram campanha pró e contra participantes.

O buzz nas redes sociais alimentou a audiência na TV, e vice-versa: segundo dados do Painel Nacional de Televisão (PNT), o “BBB 20” alcançou mais de 165 milhões de pessoas desde que estreou, no dia 21 de janeiro. Teve audiência média de 24 pontos, 20% a mais do que a edição anterior.

Depois de uma temporada morna em 2019, o reality havia feito uma mudança arriscada em seu formato: em vez de acolher somente anônimos, misturou perfis, inventando a “pipoca” e o “camarote”, este representado por figuras públicas como a cantora Manu Gavassi, o ator Babu Santana, o hipnólogo Pyong Lee e a blogueira Bianca Andrade, a “Boca rosa”.

Recorde com 1,5 bilhão de votos

Isso ficou claro no momento mais dramático e histórico do programa, quando o reality bateu o recorde mundial de votos num paredão: 1,5 bilhão. Com o país em quarentena, foi possível ouvir pelas janelas o público comemorando a saída de Felipe Prior em 31 de março, numa disputa acirrada com Manu Gavassi, que recebeu 42,51% dos votos (também participante desta eliminação, Mari teve apenas 0,76% dos votos). Após Prior deixar o programa, a revista “Marie Claire” trouxe à tona relatos de mulheres que acusam o arquiteto de estupros.o. Prior, que na sexta-feira, dia 24, prestou depoimento na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo, nega as acusações.

Outra questão que pulou o muro da casa do “Big Brother”, porque tem raízes mais antigas e profundas no mundo real, foi o debate racial. Um voto da médica Thelma Assis no ator Babu Santana inflamou discussões nas redes. De núcleos distintos dentro do jogo, os dois, que são negros, sempre reiteraram o vínculo da representatividade como um elo entre eles. Com sua decisão, a médica paulista chegou a ser “cancelada” no tribunal da internet.

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