Theo Bial lança EP com influências da bossa nova e conta que a música o ajudou a superar turbulências na infância

Joana Dale
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Theozin cresceu. O filho da atriz Giulia Gam e do apresentador Pedro Bial vive nova fase na carreira musical e lança, aos 22 anos, o EP “Pra sonhar”, primeiro trabalho em que assina como Theo Bial. “No começo, a escolha do sobrenome do meu pai deixou minha mãe um pouco chateada, mas agora ela está tranquila. Talvez um dia, se eu fizer algo como ator, assine Theo Gam, para homenageá-la.”

Giulia foi quem incentivou o filho a começar a tocar violão, quando ele tinha 10 anos. “Ela falou que eu tinha que aprender a tocar pelo menos um instrumento, assim nunca estaria sozinho. E é verdade. Devo tudo ao meu violão”, diz. “Eu era uma criança bem raivosinha. Minha infância foi um pouco conturbada, né? Teve a briga dos meus pais (por sua guarda)... Hoje lido bem, mas na época minha personalidade foi um pouco afetada. O violão me ajudou a encontrar calma diante das turbulências.”

Aos 12, já dominando o instrumento, começou a se apresentar nos saraus da escola. Aos 17, surgiu profissionalmente como Theozin, com o disco “Presente”, numa pegada de surf music. “Na adolescência, meu professor de violão comentou que quem tocava bem também mandava bem no surfe. E o contato com o mar me acalmava bastante. Ainda surfo, mas como hobby. A música virou minha prioridade”, diz o jovem, que chegou a cursar dois períodos de Filosofia na PUC-Rio, mas trancou.

Atualmente, Theo está numa levada mais jazz, mais samba e mais bossa nova. “Os gêneros musicais estão entrando em um lugar de clima. Nas playlists, há os moods. E o mood de ‘Pra sonhar’ é relax. Podemos dizer que é música contemplativa para refletir”, tenta definir. Além da música-título há outras duas, “Mais uma vez” (letra que marca uma parceria inédita com o pai) e “Pra chorar”. O EP é o resultado do aprofundamento de seu interesse em partituras. “Na adolescência, não gostava de estudar música, pois achava que bloquearia a minha inspiração. Mas isso é uma besteira. Os grandes mestres estudam a vida inteira. Hoje, sei que há um universo infinito de coisas para aprender.” E esse é só o começo.