Thiago Fragoso fala da rotina da família durante a pandemia e dos cuidados com seu bebê, Martin: 'Pai vocacionado'

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Thiago Fragoso

Por um lado, ele não esconde que sente falta da intensa rotina de gravações, interrompida devido à pandemia do coronavírus. Coisa de artista que ama o ofício. Por outro, porém, encara a "agenda desafogada" por um viés positivo: afinal, tem mais tempo livre para se dedicar à família. Especialmente agora, com a chegada do pequeno Martin, de três meses. Aos 38 anos, Thiago Fragoso vive essa "mistura" de sensações no dia a dia, durante a temporada de isolamento social - um "perrengue planetário", nas palavras do próprio. Nada que ele não dê conta. Ao lado da mulher, Mariana Vaz, se desdobra entre os cuidados do bebê e do primogênito do casal, Benjamin, de 9 anos, a rotina da casa, além de lidar com a carência por não ter outros parentes por perto.

"É uma mistura. A chegada de um filho é um evento cósmico, cercado de amor, esperança, renovação... Só quem tem filho pode imaginar esse momento, é muito especial. No caso do Martin, ainda teve essa história da pandemia, que é um perrengue planetário e mudou completamente as relações. Eu e Mariana gostamos de cuidar do neném, então, essa convivência mais intensa é bem-vinda. Mas é difícil também. O recém-nascido é muito frágil, a gente fica com medo dessa loucura toda e, ao mesmo tempo, sentimos falta da família participar", conta Thiago.

A bem verdade é que, junto com as aspirações profissionais, Thiago sempre sonhou com a paternidade. Como em qualquer processo, foi se tornando mais experiente no papel ao longo do tempo. Tanto é que, para ele, há uma "enorme diferença" de agora para quando ainda era marinheiro de primeira viagem, há alguns anos. Receios que tinha, à época do nascimento de Benjamin, não existem mais.

"A gente tem muito mais segurança, menos ansiedade, menos medo... O choro assusta menos, a paciência é maior e a gente consegue entender o que o bichinho quer com muito mais facilidade. Ser pai, para mim, é uma função definidora do nosso lugar no universo", reflete o ator, que se define como um "pai vocacionado".

Thiago acrescenta que, durante essa convivência mais intensa em casa, as tarefas domésticas são organizadas em função "dos horários das mamadas". Rotina de tarefas, aliás, que incluem Benjamin, que, "como toda criança, tem sofrido com o isolamento".

"A gente busca integrar a casa como um todo para ele não se sentir excluído, o que é muito importante. Por exemplo, o horário do banho é o banho dos meninos. O Benjamin participa enquanto eu dou banho no Martin. Essas pequenas atividades em grupo fazem muita diferença."

E assim seguirá até o retorno ao trabalho - na TV, Thiago dá vida ao personagem Alan, da novela "Salve-se quem puder", na Globo. "Muitas saudades. Eu amo trabalhar, e é sempre difícil ficar sem trabalhar. Não gosto. Eu amo produzir. Diria que a volta completa vai terminar agora com o reinício das gravações. Fico feliz de ver que, lentamente, algumas coisas estão sendo reintroduzidas, apesar de vermos uma certa precipitação em algumas cidades no país."

Sobre o futuro, afirma que há planos guardados na manga para o ano que vem. Diz, porém, que ainda não é o momento de divulgá-los. "Artistas têm mil projetos, né?", brinca. Por ora conta que, junto com amigos, investiu num restaurante de comida peruana, o "Me Lhama Que Voy".

"Nesse momento difícil para a economia, achei que seria importante criar empregos e estimular a cultura do delivery e take-out, que tende a crescer ainda mais. Nosso peruano é legal porque possui comida muito saborosa, saudável, leve e acessível.

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