Thomas Traumann: piora na avaliação do governo afeta chances de reeleição de Bolsonaro

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Pesquisa Exame/Ideia divulgada nesta quinta-feira mostra uma piora na avaliação do governo Jair Bolsonaro que afeta diretamente as chances de reeleição do presidente. Os indicadores mostram que os brasileiros que consideram o governo ruim e péssimo subiram de 44% para 48% desde a pesquisa de junho. Os que acham o governo ótimo e bom são 29%, quatro pontos percentuais a menos que na última sondagem.

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Para 54% dos entrevistados, o país está no rumo errado. Quando esses eleitores são perguntados a apontar quem é o principal responsável pelo Brasil estar no rumo errado, 36% responderam o governo federal, seis pontos acima do mês passado. Para 16%, a culpa pelo rumo do país é “o povo brasileiro”.

A porção dos eleitores com visão negativa do presidente subiu de 43% para 48%, enquanto a positiva caiu de 39% para 30%.

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A pesquisa com 1.500 entrevistas por telefone foi realizada entre os dias 15 e 20 . A margem de erro de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo e está registrada como número BR-09608-2022.

A consequência dessa insatisfação com o presidente se reflete na disputa com o ex-presidente Lula da Silva. Segundo o Ideia, no primeiro turno Lula teria 44% dos votos, um ponto percentual a menos do que em junho, enquanto Bolsonaro ficaria com 33%, uma perda de três pontos percentuais no mês.

Medidas econômicas ainda sem impacto direto

Na simulação do segundo turno, Bolsonaro caiu mais. Em junho, Lula vencia de 48% a 41%. Agora a distância subiu para 10 pontos percentuais: 47% a 37%.

“Não há ainda uma transmissão automática das medidas de auxílio e de redução de preço de combustíveis na popularidade presidencial. O quadro aponta para uma oscilação negativa de desempenho tanto em rejeição quanto intenção de voto. O desafio do presidente segue sendo melhorar seu nível de aprovação para ir além do antipetismo no imaginário da opinião pública”, disse Mauricio Moura, fundador do Ideia.

Deve-se notar que essa turbulência nos dados de Bolsonaro não se refletiu em uma melhora direta para Lula. No geral, o ex-presidente oscilou na margem de erro.

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