Tiago Abravanel rebate fala de Patrícia sobre relações homoafetivas: “Não dá pra passar a mão na cabeça"

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Tiago Abravanel rebate fala homofóbica de Patrícia Abravanel. Foto: Reprodução/Instagram @tiagoabravanel @patriciaabravanel
Tiago Abravanel rebate fala homofóbica de Patrícia Abravanel. Foto: Reprodução/Instagram @tiagoabravanel @patriciaabravanel

Resumo da notícia:

  • Tiago Abravanel se ofendeu com fala da tia, Patrícia, sobre relações homoafetivas

  • O ator explicou a problemática da fala de Patrícia

  • Tiago explicou ainda que relações homoafetivas não são passíveis de opinião, mas de respeito

Após discurso homofóbico de sua tia, Patrícia Abravanel, no programa ‘Vem Pra Cá’ onde ela pede mais compreensão em relação aos conservadores que são contra o casamento gay, Tiago Abravanel, que há pouco mais de três anos resolveu falar abertamente sobre sua sexualidade, usou as redes sociais para rebater as críticas da apresentadora.

"Vamos falar sobre um assunto delicado. Hoje minha tia, a Patrícia Abravanel, fez um comentário no programa, ‘Vem Pra Cá’, no SBT, que me pegou de um jeito que não ficou legal. O comentário que ela fez foi em cima de um ocorrido com a Rafa Kalimann e o Caio Castro antes de ontem. Eles postaram um vídeo de um pastor falando que não concordava com o casamento gay, mas que respeitava. Isso gerou algumas retratações deles e aí, a Patrícia e o Gabriel Cartolano comentaram", explicou.

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"Eu resolvi fazer esse vídeo, porque eu acho que assim como ela falou ao vivo o que ela pensa, eu acho que eu também preciso falar o que eu penso aqui nas minhas redes. Tentar falar para você, tia, o como eu me senti assistindo, tá? Eu acho que em primeiro lugar, orientação sexual não é uma questão de opinião. É uma questão de respeito. Você não precisa ser como eu, mas precisa respeitar quem eu sou e ponto final".

"Opinar, você opina se uma roupa é bonita ou feia para você. Se você quer café ou chá ou se você gosta de doce ou salgado. A orientação sexual não é da opinião de ninguém. A não ser da pessoa que escolheu ser aquilo que ela é. Escolheu não. Ela nasceu assim, então, não é uma questão de opinião. Ponto. Quando se opina em relação a isso... Esse é um ato homofóbico. ", frisou.

“Outro assunto abordado na conversa foi com relação a comunidade LGBTQIA+ ser um pouco mais tolerante com relação ao algum erro que aconteça. Eu acho, tia, que não é uma questão de tolerância, de calma, porque as pessoas sofrem e morrem por conta disso. Isso é muito sério. Quando um homem ou um casal de gays está na Avenida Paulista e leva uma lampadada na cabeça não dá tempo de explicar. Nós precisamos sim falar e se colocar, se questionar, respeito com sabedoria, com o movimento que precisa acontecer”.

“Não é uma questão de ter vivido ou ter tido uma educação mais conservadora, nós estamos em 2021, não dá mais tempo. E se tem alguém que precisa aprender, essa pessoa precisa correr atrás, e não a gente que sofre que tem que ensinar, correr atrás. Se você quiser me ligar e perguntar qualquer coisa que você queira, você pode me ligar. Eu vou te explicar com calma e com todo carinho do mundo. Mas a partir do momento que você vai pra televisão ao vivo, e fala o que você acredita, ou aquilo que você bem entende, você é responsável por aquilo, não dá pra passar a mão na cabeça, dá sim, apontar e você reconhecer o seu erro, escutar, discutir, perguntar. Pra gente aprender a gente precisa escutar”.

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