Tigresa é diagnosticada com COVID-19 em zoológico dos Estados Unidos

Natalie Rosa

Uma tigresa-malaia do Zoológico do Bronx, em Nova York, parece ser o primeiro animal a ser registrado com COVID-19 nos Estados Unidos. A notícia veio à tona no último domingo (5), revelando que a tigresa chamada Nadia, de quatro anos de idade, convivia com outros seis tigres e leões que também ficaram doentes, mas apenas ela teve resultado positivo.

Ao que tudo indica, a contaminação aconteceu pela presença de um funcionário do zoológico que ainda não apresentava sintomas da doença. O primeiro tigre começou a se aparentar doente no último dia 27, e entre as manifestações apresentadas estavam tosse seca, espirros e perda de apetite. O local foi fechado ainda no dia 16, em meio ao crescimento de contaminações em Nova York.

O diretor do zoológico, Jim Breheny, disse que o caso é inacreditável e que espera, de alguma forma, que a descoberta possa contribuir para os esforços mundiais no combate ao novo coronavírus. "Qualquer tipo de conhecimento que tenhamos em como é transmitido, como diferentes espécies podem reagir a ele (o novo coronavírus), irá prover uma base de fonte enorme às pessoas", disse.

Foto: Julie Larsen Maher/Wildlife Conservation Society/AFP

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que fez a confirmação do resultado dos testes de Nadia em um laboratório de veterinária, disse que, antes disso, não havia nenhum caso confirmado no país de animais com a COVID-19. "Isso não parece ser, até o momento, alguma evidência que sugere que os animais podem espalhar o vírus às pessoas ou que isso pode ser uma fonte de infecção nos Estados Unidos", disse Jane Rooney, veterinária do departamento.

O USDA diz não recomendar que sejam feitos testes frequentes em animais, seja em zoológicos e seus funcionários, ou outras localidades. A única confirmação oficial que existe é que a pandemia do novo coronavírus se deve apenas à transmissão de humano para humano.

Fora dos Estados Unidos, existem outros relatos de cachorros e gatos que se infectaram após ter o contato próximo com humanos que possuíam COVID-19, como em Hong Kong. Lá, as autoridades de agricultura concluíram que esses bichos domésticos não podem passar o novo coronavírus a humanos, mas podem testar positivo se estiverem expostos a pessoas infectadas.

Estudos vêm sendo feitos para tentar compreender a suscetibilidade de diferentes espécies de animais ao vírus, determinando como ele se espalha entre eles, de acordo com a Organização Mundial da Saúde Animal. A recomendação, portanto, é que pessoas com o diagnóstico positivo para COVID-19 tenham cuidado redobrado, limitando o contato com animais e ainda fazendo a higienização das mãos quando a aproximação precisar acontecer.

Todos os animais do Zoológico do Bronx que apresentavam sintomas, incluindo Nadia, a única infectada, passam bem.


Fonte: Canaltech

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